Em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 880/11, do deputado Paulo Magalhães (PSD) torna obrigatória a presença de médicos em voos comerciais com duração superior a 2 horas.
Segundo o deputado, passageiros e tripulantes correm grande risco de saúde em voos de longo duração. “As pessoas com doenças cardiovasculares e pulmonares são as mais prejudicadas. Como a cabine
do avião está menos pressurizada, é como se a pessoa estivesse no alto de uma montanha de 2 mil metros. Sendo assim, o desconforto sofrido por elas é ainda maior e pode acarretar em crises com graves consequências.”, afirmou o parlamentar.
A presença de profissionais de saúde dentro de aeronaves brasileiras para casos mais específicos e que demandam emergência, é algo amplamente discutido na sociedade. As companhias aéreas ainda não estão suscetíveis a esta mudança. Para elas, apenas o atendimento de primeiros socorros é suficiente, já que a presença de especialistas nas aeronaves representaria grande investimento.
No dia 4 de novembro, uma passageira do voo JJ8062 da TAM, que saiu de Guarulhos com destino a Milão, passou mal e foi atendida por um médico voluntário. A aeronave teve que fazer um pouso de emergência em Salvador e a passageira foi internada com suspeita de ter sofrido um AVC. De acordo com pesquisas, a maioria das urgências em viagens aéreas são ocasionadas por problemas cardiovasculares (42%), seguidas por razões cardíacas (19%) e neurológicas (13%).
*Com informação: Ascom








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