O Instituto de Tecnologia em Fármacos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), obteve recentemente o registro de um novo medicamento contra a tuberculose, que reúne quatro princípios ativos em um só comprimido: o 4 em 1. Segundo informações da Fiocruz, o Brasil registrou mais de 71 mil novos casos da doença apenas em 2013.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa formulação em dose fixa combinada é a mais eficaz no combate à tuberculose e o medicamento permite melhor adesão e redução das taxas de abandono do tratamento, considerado demorado. Os princípios são: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O deferimento foi dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A deputada estadual Graça Pimenta (PMDB), profissional de saúde e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa (AL), considera a notícia muito importante. “Informações da OMS dão conta que, anualmente, são notificados cerca de seis milhões de novos casos de tuberculose em todo o mundo. Esta doença infecciosa e transmissível que afeta principalmente os pulmões é curável, mas sem os cuidados adequados mata mais de 1 milhão de pessoas por ano. Para termos uma ideia, somente em 2012 foram mais de 4,4 mil brasileiros. Por isso, considero o registro desse novo medicamento muito importante e torço para que ele se torne acessível à população brevemente para, assim, contribuir na diminuição do número de casos”, afirma a parlamentar.
Vale ressaltar que entre os mais vulneráveis à tuberculose estão os moradores de rua, cujo risco de infecção é 44 vezes maior do que o da população geral. Logo após estão os portadores do HIV/aids, cujo risco é 35 vezes maior; a população carcerária, com um risco 28 vezes maior, e os indígenas – com risco três vezes maior.








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