Um dia após tomar posse, o novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, prometeu usar seu prestígio político para garantir com a área econômica do governo os recursos necessários para as Forças Armadas manterem os projetos prioritários, como a renovação da frota aérea da Aeronáutica e o programa de desenvolvimento de submarinos da Marinha.
“Em um quadro de contenção orçamentária, o governo federal não descuidará do andamento dos projetos prioritários da área. Todos sabemos que teremos um ano de aperto [em 2015], mas quero dizer aos comandantes e aos civis que este ministro estará a frente na luta pela continuidade de todos os projetos”, disse, hoje (02/01/2015), durante a cerimônia de transmissão de cargo, em Brasília.
Após dois mandatos consecutivos, Wagner deixou o governo da Bahia no último dia 31, depois de ajudar a eleger seu sucessor, Rui Costa (PT), que prometeu dar sequência ao trabalho do ex-governador. O novo ministro declarou ainda que, além de seu “peso político”, defenderá a manutenção dos recursos prioritários com base no fato de, segundo ele, os projetos na área de defesa não poderem ser interrompidos.
Lembrando o discurso de seus antecessores no cargo, os ex-ministros Nelson Jobim e Celso Amorim, Wagner destacou que, apesar de viver em paz com os países vizinhos, o Brasil não pode abrir mão de investir e reforçar suas Forças Armadas, como estratégia para dissuadir eventuais ameaças futuras e manter a paz.
“Temos que zelar por inestimáveis reservas naturais, por infraestrutura crítica e pelo patrimônio da população. Não é recomendável desconsiderarmos as previsões de aumento, nas próximas décadas, da demanda global por água, alimentos e fontes de energia”, disse o ministro, ressaltando que a atual estratégia nacional de defesa está em sintonia com o crescente interesse da sociedade pelo tema e contribui para o desenvolvimento da indústria nacional.
Perguntado sobre a manutenção dos atuais comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica, Wagner só mencionou que a decisão cabe à presidenta Dilma Rousseff. “Evidentemente, os atuais comandantes estão aí há oito anos e romperam uma tradição da renovação a cada quatro anos. A possibilidade existe, mas quem vai tomar a decisão é a presidenta.”
*Com informações da Agência Brasil.
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