Operação Lava Jato: fraudes nos contratos da Petrobras geram prejuízo a fundo de pensão nos Estados Unidos. Procurador classifica como ultrajante

Detalhe da fachada do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Petroleira é acionada na justiça estadunidense por corrupção.
Detalhe da fachada do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Petroleira é acionada na justiça estadunidense por corrupção.
Detalhe da fachada do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Petroleira é acionada na justiça estadunidense por corrupção.
Detalhe da fachada do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Petroleira é acionada na justiça estadunidense por corrupção.

A reportagem publicada ontem (16/02/2015), pela revista Veja, com título ‘Fundo de Ohio quer liderar ação coletiva contra Petrobras nos EUA’, aborda o prejuízo que as fraudes na Petrobras causaram em investidores estadunidenses. Em especial, ao fundo de pensão do Estado de Ohio. O Estado de Ohio estima perdas de, no mínimo, US$ 50 milhões.

Segundo Mike DeWine, procurador-geral do estado de Ohio, “a fraude é tão ultrajante, que temos a obrigação de tentar liderar o processo para melhor proteger os interesses dos trabalhadores e pensionistas do Estado”. Ele também afirma que a “Petrobras não divulgou corrupção para os investidores e violou as leis dos Estados Unidos”.  DeWine explica que os fundos de pensão de Ohio e dos Estados de Idaho e Havaí, aderiram à ação em conjunto, e que montante estimado é superior a 50 milhões de dólares. “Mas este número pode ser maior, caso novas denúncias de corrupção sejam reveladas.”, conclui.

A ação, proposta por Mike DeWine, será analisada pelo juiz Jed Rakoff, da corte sul do distrito de Nova York, e levar dois anos para que chegue a um veredicto. A ação judicial é do tipo ‘class action’, uma modalidade de ação coletiva que representa os interesses de um grupo de pessoas, e provoca efeitos sobre todos os membros. A decisão do juiz, portanto, valerá para todos os investidores que tiveram perdas com corrupção na Petrobras nos EUA, mesmo que não tenham aderido à causa.

A reportagem de Luís Lima, publicada na Veja, também informa que outras quatro ações coletivas são movidas contra a estatal, por fundos de investimento e por pessoas físicas.

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