Justiça Global faz denúncia na OEA sobre violações de direitos humanos na Bahia

Reprodução da página na internet do site da ong Justiça Global. A Justiça Global é uma organização não governamental de direitos humanos que trabalha com a proteção e promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da sociedade civil e da democracia.
Reprodução da página na internet do site da ong Justiça Global. A Justiça Global é uma organização não governamental de direitos humanos que trabalha com a proteção e promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da sociedade civil e da democracia.

A organização não governamental (ONG) Justiça Global formalizou denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre ameaças, intimidação e perseguições feitas por policiais militares da Bahia a integrantes da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, uma articulação de entidades que lutam contra o genocídio da população negra.

Segundo a ONG, a situação se intensificou após a chacina do Cabula, quando a Campanha Reaja denunciou que os 13 jovens assassinados não entraram em confronto com a polícia. De acordo com a organização, eles foram executados, como ficou comprovado posteriormente nos laudos necroscópicos e em inquérito feito pelo Ministério Público da Bahia.

Policiais militares das rondas especiais postaram na página da Reaja em uma rede social uma imagem com símbolos da campanha com a frase “reaja e será morta, reaja e será morto”, com a logomarca da corporação. Há também registro de mensagens no WhatsApp para intimidar o coordenador do movimento, Hamilton Borges.

Na segunda semana de junho, a Justiça acatou a denúncia do Ministério Público pedindo o indiciamento de nove envolvidos na chacina. Hamilton denunciou que, naquela semana, uma viatura da Polícia Militar passou vigiar a rua onde ele mora e a estacionar o carro em frente à sua residência. A denúncia diz ainda que policiais militares revistaram e espancaram moradores do bairro.

Os integrantes da campanha informaram ainda sobre constantes blitze feitas no bairro do Cabula, especialmente perto da casa de parentes dos jovens assassinados e que participam do Reaja.

A Justiça Global diz que jornalistas que cobriram a chacina do Cabula e a execução de Geovane Mascarenhas de Santana, de 22 anos, em Salvador, no dia 2 de agosto do ano passado, também sofreram intimidações, denunciadas também pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia.

Além de pedir que a OEA acompanhe os desdobramentos do processo da chacina e das ameaças aos integrantes da Campanha Reaja, a Justiça Global cobra do governo da Bahia medidas que acabem com as violações de direitos humanos.

*Com informações da Agência Brasil.


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