Presidente da Câmara Federal nega mal-estar entre governo e PMDB

Eduardo Cunha: “O PMDB não rompeu, o que eu disse é que se o processo de tentativa de sabotagem ao Temer for levado a curso, e ele sair da articulação, aí é inevitável o rompimento com o PT”.
Eduardo Cunha: “O PMDB não rompeu, o que eu disse é que se o processo de tentativa de sabotagem ao Temer for levado a curso, e ele sair da articulação, aí é inevitável o rompimento com o PT”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou a existência de mal-estar nas relações entre o governo e o seu partido. “Eu não vejo, no governo, atos que possam vir contra mim pessoalmente. Não acusei em nenhum momento o governo. Eu reagi ao PT. O governo não me atacou, quem me atacou foi o PT”, disse na segunda-feira (15/06/2015) ao chegar à Câmara.

Cunha fez referência a suas declarações sobre a aliança com o PT, publicadas no domingo (14), no jornal O Estado de S.Paulo, de que petistas estariam trabalhando para retirar o vice-presidente Michel Temer da articulação política do governo. Segundo ele, o PMDB mantém seu compromisso com a estabilidade e com a governabilidade, mas poderia se afastar da base aliada, caso Temer seja retirado do papel de articulador político com o Congresso. “O PMDB não rompeu, o que eu disse é que se o processo de tentativa de sabotagem ao Temer for levado a curso, e ele sair da articulação, aí é inevitável o rompimento com o PT”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara, os frequentes atritos entre ele e o PT vêm desde o início de 2014, quando ele era líder da bancada do PMDB na Câmara. “Em 2014, quando eu era líder, o atrito que se teve aqui na época, que gerou o chamado ‘blocão’, foi o presidente do PT [Rui Falcão] me atacando. Então, já é deles continuar atacando”, disse Cunha para quem não haveria mais condições de repetir a aliança nas eleições de 2018.

No último sábado, o PT aprovou em seu congresso a continuidade da aliança com o PMDB. Para Cunha, contudo, o modelo de aliança entre os dois partidos está esgotado. “O que antecipei é a falta de vontade que vejo do meu partido continuar a aliança. E isso vai ser discutido, vai ser debatido, vai ser amadurecido”, disse Cunha. “Falei por mim como militante partidário e dirigente do partido”, acrescentou.

A oposição enxergou no episódio uma oportunidade de causar mais desgaste para o governo. O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), também entrou no debate sobre a aliança PT-PMDB. Questionado por jornalistas, o tucano disse ver um “afastamento” da presidenta Dilma Rousseff com o principal partido da base aliada. “O que fica bastante claro é que a presidenta Dilma, que não tinha relação alguma com o Congresso e, particularmente, com os partidos de oposição, agora se afasta também dos partidos da base aliada”, disse.

*Com informações da Agência Brasil.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading