Ex-governador da Bahia torna-se Ministro-chefe da Casa Civil do governo Rousseff

Jaques Wagner passa ocupar o cargo de Ministro-chefe da Casa Civil do governo Rousseff.
Jaques Wagner passa ocupar o cargo de Ministro-chefe da Casa Civil do governo Rousseff.

O consenso entre PMDB e PT conduziu a presidenta Dilma Rousseff a promover uma troca de cargos no governo. O atual Ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, será substituído pelo ex-governador da Bahia e atual Ministro da Defesa, Jaques Wagner. Mercadante será mantido no governo na pasta da Educação, substituindo o atual ministro Renato Janine Ribeiro.

Segundo o jornal Estadão, há tempos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem aconselhando Dilma a tirar Mercadante e ampliar a reforma no primeiro escalão, para transmitir a imagem de que tem a humildade de “começar tudo de novo” e corrigir rumos do governo, mesmo sacrificando o PT. Na tentativa de salvar o mandato de Dilma e aprovar o pacote fiscal para reequilibrar as contas públicas, a ideia é ceder cargos ao PMDB, fiel da balança para barrar eventual processo de impeachment.

Na avaliação de Cristiana Lôbo, “o Palácio do Planalto passará a abrigar os ministros Jaques Wagner, na Casa Civil; Ricardo Berzoini, na Secretaria-Geral, que será reforçada com articulação política e diálogo com os movimentos sociais, uma reivindicação de Berzoini; e Edinho Silva, ministro da Comunicação de Governo. Além do assessor especial Giles Azevedo, que pode ser o segundo de Berzoini e tem recebido mais e mais missões da presidente.”.

Em coluna no G1, a jornalista Cristiana Lôbo informou que outras mudanças estão em curso na Esplanada dos Ministérios. Para a “Defesa será deslocado o ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que deixará o Ministério da Ciência e Tecnologia. Antes de viajar para os Estados Unidos, Dilma enviou mensagens ao PSB com sondagens para o partido ocupar a pasta de Ciência e Tecnologia, que já foi comandada por Eduardo Campos durante o governo Lula.”.

Segundo o Estadão, para resolver de uma vez por todas as pendências com o PMDB, é possível que não haja mais fusão do Ministério da Pesca, hoje nas mãos de Helder Barbalho, com Agricultura. Dilma pretende, ainda, se reaproximar do vice-presidente, Michel Temer, que comanda o PMDB, mantendo Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Henrique Eduardo Alves (Turismo). Ficam na equipe, ainda, os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Kátia Abreu (Agricultura) como representantes do Senado. Com a saída de Artur Chioro do Ministério da Saúde, a indicação mais provável é a do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).

O jornal diz que o titular das Comunicações, Ricardo Berzoini, assumirá o novo Ministério da Secretaria de Governo, que pode incluir até a Controladoria Geral da União. As pastas de Direitos Humanos, Políticas para Mulheres e Igualdade Racial serão fundidas, dando origem ao Ministério da Cidadania. Embora Miguel Rossetto, atual titular da Secretaria Geral da Presidência, seja o mais cotado para o novo ministério, Dilma tem sido pressionada por movimentos sociais a entregar o cargo a uma mulher.

O Estadão informa, também, que a Previdência Social, Trabalho e Desenvolvimento Social também devem ser agregados num só ministério. O PDT foi convidado para tocar Comunicações. O Ministério dos Transportes deve continuar com o PR e a Integração Nacional, com o PP.


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