Jurista diz que situação da presidente Dilma Rousseff é pior do que a de Collor; “Discutir sua saída não desrespeita regras democráticas”, diz jurista Célio Borja

Situação política e percepção da população indicam grave perda de sustentação do governo Rousseff.
Situação política e percepção da população indicam grave perda de sustentação do governo Rousseff.

Em entrevista à edição deste sábado (24/10/2015) da revista Época, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e jurista Célio Borja afirmou que a situação da atual presidente da República Dilma Rousseff consegue ser pior que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello à época de seu impeachment. “Ela não me parece uma pessoa preparada para governar o país”, disse.

Segundo o jurista, a “volatilidade do governo” e a falta de articulação com a maioria do Congresso assustam. “A liderança não é capaz de articular uma maioria ou ao menos um número considerável de votos a favor do governo”, salientou.

Para Borja, o Brasil vive hoje uma dupla crise, política e econômica. Por isso, é razoável que sociedade brasileira considere o impeachment, que é um “instrumento democrático”.

“Diante da imoralidade que grassa em setores da administração pública, como na Petrobras, alguém há de ser responsável. A condução das finanças públicas também é questionada. Há ainda a questão do destino dado a recursos imoralmente tirados da Petrobras e de outros órgãos para sustentar campanhas políticas, então existe a possibilidade forte de que sejam convertidos em crimes de responsabilidade da Presidência da República. Há fortes motivos para acusações”, considerou.

O jurista acrescentou ainda que não há golpismo em defender o impeachment. “Quem fala em golpismo é a presidente. Não há golpismo nenhum. Não se diz que o mandato dela seja encurtado. O que se diz é que ela responda por crimes de responsabilidade que lhe podem ser imputados. Mais nada. Não é golpismo, mas o rigoroso cumprimento da Constituição”, completou Borja.


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