Presidente da Venezuela pede saída de ministros após derrota nas eleições legislativas

Presidente Nicolás Maduro pede saída de ministros após derrota nas eleições legislativas.
Presidente Nicolás Maduro pede saída de ministros após derrota nas eleições legislativas.
Presidente Nicolás Maduro pede saída de ministros após derrota nas eleições legislativas.
Presidente Nicolás Maduro pede saída de ministros após derrota nas eleições legislativas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos seus ministros que se demitam, com o objetivo de fazer uma “reestruturação” do governo após a vitória da oposição nas eleições parlamentares de domingo (06/12/2015). “Eu pedi ao Conselho de Ministros que apresente a demissão, para que possa efetuar um processo de restruturação, de renovação e de profundo relançamento de todo o governo nacional”, disse Maduro durante programa semanal de rádio e televisão.

“Isto é o que eu quero: um programa para a nova etapa da revolução, com revisão profunda, um começo”, disse o chefe de Estado venezuelano.

Com a coligação da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a oposição obteve, nas eleições de domingo, 112 dos 167 lugares que compõem o Parlamento venezuelano, uma maioria de dois terços que lhe confere amplos poderes.

Nicolás Maduro, cujo mandato termina em 2019, convocou para amanhã (10) o seu partido, o Socialista Unido da Venezuela (PSUV), para um dia de consultas.

A vitória da oposição nas eleições parlamentares, a primeira em 16 anos, marca uma virada histórica contra o chavismo, que detinha, até agora, a totalidade dos poderes.

O resultado eleitoral ocorre em momento de descontentamento popular devido à crise econômica no país, com a queda do preço do petróleo.

O secretário executivo da MUD, Jesus Torrealba, informou que os 112 deputados vão se reunir nesta quinta-feira para discutir o seu papel na futura assembleia, que será instalada em 5 de janeiro.

A maioria de dois terços da oposição permite, por exemplo, convocar um referendo ou estabelecer uma assembleia onstituinte.

Além disso, a oposição “poderá reformular a composição do Tribunal Supremo que, nos últimos tempos, tomou decisões favoráveis ao governo”, explicou Carlos Malamud, especialista em América latina no Instituto Real Elcano de Madrid, segundo a agência France Presse.

*Com informação da Agência Brasil.


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