Dirigente do MST defende ex-presidente Lula e diz que “o povo tem que tomar as ruas” para viabilizar candidatura

Secretária Fabya Reis, João Pedro Stédile, presidente nacional do MST; e do deputado Valmir Assunção.
Secretária Fabya Reis, João Pedro Stédile, presidente nacional do MST; e do deputado Valmir Assunção.

Cumprindo uma série de agendas na Bahia, o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, demonstrou sua insatisfação com os rumos que o país tomou com a intervenção parlamentar que retirou a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), do cargo maior da República. Stédile ainda defendeu o retorno de Lula em 2018 e fez questão de deixar evidenciado que o MST defende uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político. “Queremos uma Assembleia Constituinte e só conseguiremos isso, com as massas nas ruas. Com o governo golpista, a crise vai se acentuar, pois faz parte do golpe inviabilizar a candidatura do Lula para 2018. O Lula é o porta-voz do povo para construir um novo projeto para o país”.

A opção para Stédile, pode iniciar o processo de reformulação do país e resolver de uma vez a crise político-social que se instalou, além de defender a participação do povo, cobrando os direitos e políticas públicas nas ruas, se manifestando. “A crise econômica é base das diversas crises sociais que estão implementadas em nosso país hoje, causando dois efeitos. O primeiro deles é o conflito entre as classes, gerando um desgaste nas políticas de conciliação. Segundo, o capital internacional dentro da economia nacional”. Ainda de acordo com Stédile, “muitos efeitos estão nítidos com o processo de golpe, dentre eles, jogar nas costas da classe trabalhadora o preço da crise, implementando um modelo neoliberal para salvar as empresas”.

O dirigente Sem Terra cumpriu agenda na Sepromi e na Governadoria, sendo recebido pela secretária Fabya Reis e pelo governador Rui Costa. Nos encontros, Stédile reforçou esse cenário em que as empresas precisam aumentar a taxa de ganância, com o aumento do processo de exploração dos trabalhadores. “Além disso, se apropriar dos recursos naturais e dos recursos públicos, fortalecendo o alinhamento da burguesia com as empresas americanas. O golpe tem como ‘modus operandi’ o próprio Estado. Para isso, foi necessário ter hegemonia no parlamento, no judiciário e na mídia. Fortalecendo, por exemplo, o processo de criminalização e desmoralização do PT com a Lava Jato”, pontua.

Stédile acredita que para reverter essa situação é preciso ter um governo que construa um programa de emergência da industrialização, com foco no mercado interno, e que além disso, ajude no processo de fortalecimento da produção de alimentos saudáveis, já que o Brasil tem terra e gente para garantir isso. “Nossa missão é debater com o povo. Levar as pessoas para as ruas. Se transformando numa força social política, tirando o povo brasileiro da crise”.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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