Discurso do desembargador Eserval Rocha ao transmitir o cargo de presidente do TJBA

Ao centro o desembargador Eserval Rocha, ladeado pelo governador Rui Costa e pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, durante cerimônia de transmissão do cargo de presidente do TJBA para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.
Ao centro, o desembargador Eserval Rocha, ladeado pelo governador Rui Costa e pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, durante cerimônia de transmissão do cargo de presidente do TJBA para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.
Cerimônia de transmissão do cargo de presidente do TJBA para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.
Cerimônia de transmissão do cargo de presidente do TJBA para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.

Confira a íntegra do discurso do desembargador Eserval Rocha ao transmitir o cargo de presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago (biênio 2016-2018), durante cerimônia ocorrida no dia 1° de fevereiro de 2016, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Contendo 22 páginas, o discurso compreende uma síntese das ações e do pensamento do desembargador Eserval Rocha, no comando do Poder Judiciário da Bahia.

No discurso, o desembargador ensina, com sabedoria, no que se constitui o serviço público:

 – O cenário, seguramente é, para mim, representativo de profundas emoções. Confesso-lhes e sem buscar afagos, sem falsa modéstia, que tenho recebido mais do que mereço. E me permitam esclarecer que não encaro o exercício de cargos públicos como distinção de ordem pessoal ou conceito honorífico, mas substancialmente como um ônus; somos sim, servidores públicos e como indica o próprio vocábulo nosso dever é servir.

O desembargador Eserval Rocha conclui o discurso citando Antonio Chaves (1978 – 1982):

– A honra – sentenciou ARIOSTO – está acima da vida. E a vida – pregou VIEIRA – é um bem imortal: a vida, por larga que seja, tem os dias contados; a fama, por mais que conte anos e séculos, nunca lhe há de achar conto, nem fim, porque os seus são eternos: a vida conserva-se em um só corpo, que é o próprio, o qual, por mais forte e robusto que seja, por fim se há de resolver em poucas cinzas: a fama vive nas almas, nos olhos e na boca esculpida nos mármores e repetida sonoramente sempre nos ecos e trombetas da mesma fama. Em suma, a morte mata, ou apressa o fim do que necessariamente há de morrer; a infâmia afronta, afeia, escurece e faz abominável a um ser imortal, menos cruel e mais piedosa se o puder matar.” (No prefácio à obra Responsabilidade civil por dano à honra, de Aparecida I. Amarante (Livraria Del Rey, Belo Horizonte, 1994).

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