Lava Jato: Jorge Zelada é condenado a 12 anos de prisão

Jorge Zelada é condenado a 12 anos de prisão.
Jorge Zelada é condenado a 12 anos de prisão.

O juiz Federal Sergio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato, condenou hoje (01/02/2016) o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrução passiva e lavagem de dinheiro, além de multa.

Zelada foi condenado por corrupção passiva “pelo recebimento de vantagem indevida para si e para outrem no contrato entre a Petrobras e a empresa Vantage Drilling para fornecimento do navio-sonda Titanium Explorer” e por lavagem de dinheiro “pela ocultação e dissimulação do produto do crime de corrupção em contas secretas mantidas no exterior”.

Além de Zelada, Moro condenou Eduardo Costa Vaz Musa, ex-gerente da Área Internacional da Petrobras, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, como Musa fez acordo de delação premiada, a pena, inicialmente fixada em 11 anos e oito meses de prisão, foi reduzida para dez anos de reclusão.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, Zelada e Eduardo Musa aceitaram receber propina de US$ 31 milhões de Hamylton Padilha e Nobu Su, para favorecer a contratação, em janeiro 2009, da empresa Vantage Drilling Corporation para afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela Petrobras ao custo de US$ 1,816 bilhão.

João Augusto Rezende Henriques, apontado como lobista do PMDB no esquema, foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado por corrupção passiva “a título de participação, pela intermediação de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e a empresa Vantage Drilling para fornecimento do navio-sonda Titanium Explorer”.

Outro condenado é Hamylton Pinheiro Padilha Júnior por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, a pena dele foi reduzida por ter acordo de delação, passando de 12 anos e dois meses de reclusão para oito anos de reclusão.

O advogado Renato de Moraes, que representa Jorge Zelada, disse que vai recorrer da sentença. A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de João Augusto Henriques e de Hamylton Pinheiro, mas não obteve retorno. A defesa de Eduardo Musa não foi localizada.

*Com informação da Agência Brasil.


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