Deputados comentam manifestações do domingo, consideradas as maiores da história do País

anifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff.
anifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff.

A primeira manifestação do ano contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) reuniu aproximadamente três milhões de pessoas em todo o País, de acordo com estimativas das polícias militares, e foi considerada a maior da história.

Os manifestantes pediam o impeachment da presidente da República e elogiavam o rumo das investigações da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro. O ex-presidente Lula (PT) também foi alvo das manifestações. Partidos de oposição aderiram aos protestos, mas algumas lideranças, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Marta Suplicy (PMDB-SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foram hostilizados na avenida Paulista.

Na opinião do 1º vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), o impeachment ganhou força. No entanto, ele acredita que o melhor caminho seria a convocação de novas eleições. “Instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  precisam entender o recado das ruas. O povo não foi para a rua partidariamente; o que vimos foram famílias, cidadãos de bem  protestando, dizendo que não aceitam a corrupção. O melhor caminho seria haver novas eleições, dentro do mais estrito cumprimento da legalidade, do ordenamento jurídico. O impeachment ganhou força, não tenha dúvida. O povo deu recado. O cidadão fez o seu papel. Cabe agora às instituições fazerem o seu”, declarou.

O vice-líder do PT  Wadih Damous (RJ) afirmou que o governo reconhece a expressividade do ato, mas ressaltou que considera impeachment um golpe. Segundo ele, a presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade.

Damous também afirma que a manifestação não é representativa da população. “Tem perfil, como todos viram, mais de classe média, e infelizmente o teor da manifestação era um golpe de Estado, mais ou menos nos moldes da Marcha com Deus pela Liberdade em 1964. Agora, dia 18, haverá participação dos trabalhadores, operários, professores, camponeses, do povo brasileiro. Não podemos negar que foi uma manifestação importante; contou com número significativo de pessoas e um acréscimo importante no Rio e em São Paulo”, disse.

O governo destacou o caráter pacífico dos protestos e afirmou que a liberdade de manifestação deve ser respeitada. Um ato em defesa do governo e do ex-presidente Lula está agendado para a sexta-feira (18).


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