Feira de Santana: vereador aborda Shopping Popular e carta aberta da empresa de viação Rosa

Vereador Beldes Ramos: "Quando as outras empresas estavam explorando o serviço estas pessoas tinham o passe livre, mas agora tiraram e muitas pessoas estão sendo prejudicadas por isso”.
Vereador Beldes Ramos: "Quando as outras empresas estavam explorando o serviço estas pessoas tinham o passe livre, mas agora tiraram e muitas pessoas estão sendo prejudicadas por isso”.
Vereador Beldes Ramos: "Quando as outras empresas estavam explorando o serviço estas pessoas tinham o passe livre, mas agora tiraram e muitas pessoas estão sendo prejudicadas por isso”.
Vereador Beldes Ramos: “Quando as outras empresas estavam explorando o serviço estas pessoas tinham o passe livre, mas agora tiraram e muitas pessoas estão sendo prejudicadas por isso”.

Durante pronunciamento no horário do grande expediente da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (02/03/2016), o vereador Beldes Ramos (PT) tratou sobre o incêndio ocorrido na tarde da última terça-feira (01/02/2016), na Feira do Rolo, e da carta aberta encaminhada à imprensa pela empresa Rosa, uma das que explora o sistema de transporte público da cidade.

“O que aconteceu na Feira do Rolo foi descaso e teimosia do prefeito, porque fizemos, nesta Casa, uma indicação para que naquele lugar fosse construído o Shopping Popular. Mas, o prefeito optou por assassinar a tradição do artesanato da cidade, querendo utilizar aquele local do Centro de Abastecimento para a construção do Shopping. Quero saber quando o Governo Municipal vai acabar com a desorganização do centro da cidade?”, questionou Beldes.

Em aparte, o vereador David Neto (DEM) informou que o Município já tentou várias reuniões com representantes dos comerciantes do centro da cidade para a solução do problema, mas que a todo o momento aparece um líder querendo criar polêmica. “Estamos aguardando uma decisão judicial para concluir a obra iniciada no Centro de Abastecimento para a construção do Shopping Popular, porque foram iniciadas e não querem que sejam terminadas”, afirmou.

De volta com a palavra, Beldes disse que durante as reuniões que trataram sobre a construção do Shopping Popular no Centro de Abastecimento, sempre foi explanada a insatisfação da obra. “Várias pessoas disseram que não queriam. Se for construído neste local irá matar a cultura de Feira de Santana, que levou este nome porque era uma grande feira. Todos são a favor da construção do Shopping onde funciona a Feira do Rolo, menos o prefeito”, avaliou.

Carta Aberta

Em relação à carta aberta da empresa Rosa, que encaminhou à imprensa informando que vem passando por dificuldades financeiras, o petista acredita que a empresa recebeu várias promessas do Governo Municipal que não foram cumpridas.

“Coloco aqui, mais uma vez que, não se pensa no cidadão. A empresa veio e, com certeza, foi prometida a ela ‘mundos e fundos’ e agora o diretor está vendo que a realidade é outra e, por isso faz críticas à administração da cidade. O que estou vendo são pessoas sofrendo porque perderam o passe livre”, disse.

Ainda segundo Beldes, a lei municipal nº 2.397/2003, que visa organizar o serviço de  transporte coletivo urbano do Município, no seu artigo 41, isenta de pagamento de tarifa  os maiores de 65 anos de idade; pessoas portadoras de deficiência, comprovadamente carentes, que não possuam meios de prover a própria manutenção e de sua família; estudantes excepcionais; portadores de insuficiência renal crônica e outros.  Porém, somente agora estas pessoas perderam a garantia do passe livre.

“Quando as outras empresas estavam explorando o serviço estas pessoas tinham o passe livre, mas agora tiraram e muitas pessoas estão sendo prejudicadas por isso”, reclamou o edil.

Em aparte, o vereador Alberto Nery (PT) disse não entender como as novas empresas que exploram o sistema de transporte coletivo da cidade não estão lucrando. “As empresas antigas saíram operando a tarifa em R$ 2,35, as atuais operam em R$ 3,10. Algumas pessoas que tinham o passe, agora não têm mais. Tudo feito para aumentar o faturamento das empresas. Mesmo com o aumento da receita a empresa afirma que não tem como depositar o FGTS dos trabalhadores. O que não vi fazer até agora foi o combate aos clandestinos. Esta carta aberta não tem credibilidade”, pontuou.

De volta com a palavra, Beldes afirmou que nem o poder público municipal nem as empresas estão preocupadas em prestar serviço de qualidade ao usuário. “Um quer ganhar votos e o outro quer lucrar absurdamente. Não vejo os ‘pobrezinhos’ donos de empresas sofrendo. Quero pedir, inclusive, que a Comissão de Transporte desta Casa revise esta lei e reveja os direitos”, pediu.

Em aparte, o edil Edvaldo Lima (PP) disse estar observando pessoas que tinham direito ao passe estarem perdendo. “A lei permite a isenção e mesmo assim as pessoas estão perdendo”, findou.


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