Presidente Dilma Rousseff nega mudanças na política econômica e uso de reservas internacionais

A presidenta Dilma Rousseff conversou com os jornalistas após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil.
A presidenta Dilma Rousseff conversou com os jornalistas após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil.

A presidenta Dilma Rousseff classificou hoje (16/03/2016) de “especulações” as possibilidades de alteração na equipe econômica e de utilização das reservas internacionais internamente. Segundo ela, o acúmulo das reservas foi conquistado a “duras penas” e “com grande esforço” em seu governo e no do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acrescentou que o assunto “jamais” entraria em pauta “a não ser” para resolver problemas de flutuações externas.

“Nós, ao longo desses 13, quase 14 anos, acumulamos reservas. Quando Lula assumiu o governo, nossas reservas não davam para pagar os vencimentos e as dívidas. Continuamos firmes com nossas reservas”, afirmou a presidenta.

Dilma conversou com jornalistas nesta tarde, no Palácio do Planalto, após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ministro-chefe da Casa Civil. Lula vai substituir Jaques Wagner, que foi deslocado para a chefia de gabinete da Presidência.

Ao negar também a possibilidade de mudança na política econômica com a ida de Lula para o governo, Dilma reafirmou que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estão “mais dentro do que nunca do seu governo”.

Dilma Rousseff garantiu que não há qualquer possibilidade de os ministros Nelson Barbosa e Alexandre Tombini deixarem o governo. A presidenta também defendeu o “compromisso” de Lula com a estabilidade fiscal e o controle da inflação.

Especulações

Conforme a presidenta, as reservas estão atualmente em mais de US$ 370 milhões e há hoje uma “tranquilidade bastante grande” em relação a elas. “Essas especulações, infelizmente, só beneficiam uns poucos que lucram com ela e tentam criar uma situação de especulação.”

Dilma não excluiu a possibilidade de utilização das reservas para questões de dívida, mas descartou o uso para investimento. “Jamais teremos uma pauta de uso dessas reservas para algo que não seja proteção do país contra flutuações internacionais. As reservas podem também ter um papel em relação à divida, mas elas não são a forma adequada de se solucionar questões de investimento”, ponderou.

Segundo ela, as reservas desempenham o papel de proteger o Brasil em relação a flutuações externas. “Sei que houve em todas colorações politicas propostas quanto as reservas. Nós continuamos firmes com nossas reservas. Tranquilos e seguros”, concluiu a presidenta.


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