“Se juiz quiser fazer passeata, basta pedir demissão, mas não use a toga para fazer política”, critica governador do Maranhão

Flávio Dino, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais e governador do Maranhão, durante Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia.
Flávio Dino, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais e governador do Maranhão, durante Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia.
Flávio Dino, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais e governador do Maranhão, durante Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia.
Flávio Dino, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais e governador do Maranhão, durante Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou, nesta terça-feira (22/03/2016), a conduta política no Judiciário brasileiro e as arbitrariedades na condução da Operação Lava Jato. Como ex-juiz federal e ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Dino participou de Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

“Judiciário não pode mandar carta para passeata. E se o juiz, o procurador quiser fazer passeata: há um caminho. Basta pedir demissão do cargo. Aliás, quero dizer que adoro fazer passeata. Mas não use a toga para fazer política porque isso destrói o Poder Judiciário”, afirmou em referência à divulgação de interceptações telefônicas envolvendo a presidenta Dilma, sem a autorização do Supremo Tribunal Federal.

Dino comparou a atuação de juízes à participação das Forças Armadas no golpe de 1964, que pôs o Brasil sob o regime militar até 1985. “Impeachment que muitas querem transformar nos tempos da ditadura: primeiro se culpa, depois se prova”, disse antes de complementar. “Ontem as Forças Armadas, hoje a toga supostamente democrática e imparcial”.

O governador lembrou que a estratégia utilizada hoje contra a presidenta Dilma é a mesma que “1% da população que usa há várias décadas essa estratégia para proteger seus interesses”. “A maior corrupção que pode existir em uma sociedade é a desigualdade, é a injustiça social. E aqueles que pretendem situar a corrupção nos estados, eles querem proteger seus privilégios de casta”, criticou.


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