Juiz Sergio Moro autoriza bloqueio de contas de Gim Argello

Juiz determina prisão e bloqueio de bens de Jorge Afonso Argello (Gim Argello).
Juiz determina prisão e bloqueio de bens de Jorge Afonso Argello (Gim Argello).
Juiz determina prisão e bloqueio de bens de Jorge Afonso Argello (Gim Argello).
Juiz determina prisão e bloqueio de bens de Jorge Afonso Argello (Gim Argello).

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, autorizou o bloqueio de R$ 5,35 milhões das contas do ex-senador Gim Argello e do assessor Paulo César Roxo Ramos, investigados na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na quarta-feira (12/04/2016).

A investigação aponta o recebimento de propina no valor R$ 5 milhões pelo ex-senador, para evitar a convocação de executivos de empreiteiras para prestarem depoimento nas comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras.

Além das contas pessoais de Gim Argello e Paulo Roxo, foram bloqueadas as contas das empresas do ex-senador, a Argelo & Argelo Ltda., a Garantia Imóveis Ltda. e a Solo – Investimentos e Participações Ltda.

No despacho, Moro diz que se limitou ao bloqueio das contas de Argello e de suas empresas, porque devem ser suficientes para atingir o valor da propina recebida. “Estendi a medida a Paulo César Roxo Ramos, apontado como seu operador financeiro. Reputo prematura a extensão da mesma medida aos demais [investigados na 28º fase da Lava Jato] e mesmo às empresas de Paulo Roxo, na falta de melhores informações sobre elas”, diz a decisão.

O ex-senador era membro da Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado e vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, da Câmara e do Senado, ambas instauradas no ano de 2014 para apurar irregularidades na Petrobras.

Família de Gim Argello diz que prisão do ex-senador é injustificada

A família do ex-senador Gim Argello, preso preventivamente hoje na 28ª fase da Operação Lava Jato, emitiu nota na qual manifesta “indignação” com a medida. “Sua prisão – baseada apenas em denúncias não confirmadas – é injustificada sob qualquer ótica”, disse a nota.

Segundo a família, o ex-senador sempre colaborou com a Polícia Federal e nunca se opôs a prestar esclarecimentos ou informações.

O ex- senador do PTB pelo Distrito Federal foi preso na quarta-feira (12/04/2016) sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras. Além disso, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, autorizou o bloqueio de R$ 5,35 milhões das contas do ex-senador.

Em nota, a Arquidiocese de Brasília informou que aguarda mais informações sobre o “fato veiculado” hoje (12) pela imprensa “a respeito da doação a uma  paróquia de Brasília”. “Comunicamos que as doações dos fieis para a sustentação econômica da Igreja são acolhidas de acordo com as normas estabelecidas pela legislação civil e eclesiástica, rejeitando qualquer procedimento que não esteja de acordo com a lei e defendendo a sua rigorosa apuração.”.


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