Em editorial publicado hoje (02/04/2016), o jornal Folha de São Paulo questiona a capacidade da presidente Dilma Rousseff de governar; falta de apoio popular para que Michel Temer possa sucedê-la; e pede o imediato afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), da presidência da Câmara Federal.
No editorial, o jornal confunde pesquisa de opinião com vontade popular sufragada, e tenta equivocar a opinião pública, impingindo apenas ao Partido dos Trabalhadores (PT) o envolvimento com atos de corrupção. Algo bem distante do afirmado pelo principal financiador de políticos e partidos, o Grupo Odebrecht.
Em comunicado, com título ‘Compromisso com o Brasil’, a Odebrecht informou que faria a ‘colaboração definitiva’, e que o Caso Lava Jato “revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país”.
Diferente da pregação do Jornal Folha de São Paulo, que tem como subtexto apoio implícito ao ‘Golpe de Estado a partir de uma pseudo ordem democrática’, foram os governo Lula e Rousseff que instrumentalizaram o Estado a atuar com intensidade contra a corrupção. Investimentos na estrutura da Polícia Federal (PF), criação de Leis, inclusive da Colaboração Premiada (Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013), e desenvolvimento de uma política que permitisse a atuação autônoma do Ministério Público Federal são alguns aspectos de políticas destinadas ao combate à corrupção.
Historicamente, o jornal Folha de São Paulo esteve ligado ao pensamento conservador, reacionário, e foi um dos veículos que deram sustentação ideológica ao Golpe Civil/Militar de 1964. O editorial, ‘Nem Dilma nem Temer’, reflete a estrutura intelectual conservadora do veículo. Algo bem distante das aspirações democráticas do povo brasileiro.
Confira parte do teor do editorial da Folha de São Paulo: ‘Nem Dilma nem Temer’
A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.
É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.
Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.
Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo….
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