Para ministro Jaques Wagner, gravação mostra que Michel Temer “patrocina golpe dissimulado”

Eduardo Cunha e Michel Temer, reconhecidos por políticos como sócios no esquema do impeachment.
Eduardo Cunha e Michel Temer, reconhecidos por políticos como sócios no esquema do impeachment.
Eduardo Cunha e Michel Temer, reconhecidos por políticos como sócios no esquema do impeachment.
Eduardo Cunha e Michel Temer, reconhecidos por políticos como sócios no esquema do impeachment.

O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner, disse que o vice-presidente Michel Temer “patrocina o golpe dissimulado” e que a gravação do áudio divulgada hoje (11/04/2016) demonstra que ele se esquece do “papel institucuional sem qualquer cerimônia”.

Jaques Wagner comentou a mensagem de voz vazada, segundo Temer por um “equívoco”. No áudio, ele menciona propostas que pretende implantar em um eventual governo do vice como se o impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com Wagner, em declaração divulgada por meio de sua assessoria de imprensa, “nenhum golpe poderá produzir união nacional”.

“Com a gravação revelada hoje, fica claro que, sem qualquer cerimônia, o vice se esquece do seu papel institucional, despreza a liturgia do cargo e patrocina abertamente o golpe dissimulado. Só que nenhum golpe poderá produzir uma união nacional porque afronta a democracia”, disse o ministro.

Gravação

No áudio, classificado por Temer como mensagem de “palavra preliminar à nação brasileira”, o vice-presidente diz que precisa estar preparado para, caso os senadores decidam a favor do impeachment, enfrentar os “graves problemas que afligem” o Brasil, mas lembra que a decisão do Senado deve ser aguardada e respeitada.

No comunicado, ele pede a pacificação do país, diz que é preciso um governo de “salvação nacional”, com colaboração de todos os partidos para sair da crise e defende apoio à iniciativa privada como forma de gerar investimentos e confiança no Brasil.

Despreparo e ansiedade

A avaliação interna do Palácio do Planalto é de que o vice-presidente demonstrou “despreparo” e “ansiedade” com o vazamento do áudio e trouxe um impacto negativo ao impeachment e à sua imagem porque mostra que ele “está conspirando”.

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, havia dito que o vazamento demonstra características “golpistas” de Temer.

Resposta de Temer

Ao conversar com jornalistas para explicar o vazamento do áudio, o vice-presidente disse que enviou a mensagem equivocadamente a um grupo, quando queria mandar apenas para um amigo. Segundo Temer, porém, não há novidade nas teses defendidas por ele, como prestígio aos setores produtivos, manutenção de programas sociais e chamamento dos partidos para uma “salvação nacional”.

Confira o áudio em que Michel Temer fala como se o impeachment tivesse sido aprovado


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