PUC-SP faz ato contra impeachment de Dilma Rousseff

Presidente Dilma Rousseff recebe apoio dos alunos da PUC de São Paulo.
Presidente Dilma Rousseff recebe apoio dos alunos da PUC de São Paulo.

Professores, estudantes e funcionários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) fizeram na noite de quarta-feira (12/04/2016) um ato contra o impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff. A manifestação, organizada pelo comitê PUC Contra o Golpe, ocorreu no campus Perdizes da universidade, na zona Oeste da capital paulista.

“A população está percebendo quais são os reais interesses por trás desses políticos corruptos que, utilizando o argumento da corrupção, querem derrubar o governo legitimamente eleito. Esse grupo não esconde seus reais interesses, que são desmantelar a legislação trabalhistas, entregar o que sobrou das riquezas nacionais e submeter a política econômica aos interesses imperialistas estado-unidenses”, disse o professor de ciência política da PUC-SP, Pedro Fassoni.

Para o cientista político e professor da PUC-SP Francisco Fonseca o que está em jogo não é apenas o impeachment, mas um projeto de setores econômicos e setores políticos do país que objetivam acabar com o estado do direito democrático e o estado social que, segundo ele, ainda não foram consolidados no Brasil.

“Nesse processo de consolidação, claramente não terminado, elites rentistas, setores econômicos cuja Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] é a marca, altamente articulados, inclusive do ponto de vista internacional, querem uma retomada da velha relação de subordinação com os países centrais. Querem o desfazimento de um estado em que os pobres de alguma maneira avançaram, do ponto de vista político e do ponto de vista social”, disse.

A comunidade da PUC-SP foi uma das primeiras a fazer atos contrários ao impedimento da presidenta Dilma. Em meados de março, uma grande manifestação no teatro da PUC, o Tuca, que reuniu artistas, juristas, sindicalistas, intelectuais e políticos contra o impeachment marcou o início de uma série de atos similares que viriam a ocorrer em outras universidades paulistas, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Mackenzie e a Universidade Metodista.


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