Sessão especial da mandioca dá ínicio para aprovação do projeto do ‘pãozinho baiano’

Deputado Eduardo Salles promove sessão especial sobre cultivo e produção da mandioca.
Deputado Eduardo Salles promove sessão especial sobre cultivo e produção da mandioca.
Deputado Eduardo Salles promove sessão especial sobre cultivo e produção da mandioca.
Deputado Eduardo Salles promove sessão especial sobre cultivo e produção da mandioca.

O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebe nesta quinta-feira (28/04/2016), a partir das 9h30, a Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca. A proposta foi do deputado estadual Eduardo Salles, que pretende, durante o evento, apresentar a agricultores, pesquisadores, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, comerciantes e panificadores os detalhes do Projeto de Lei de sua autoria que pretende substituir até 10% de farinha de trigo por fécula de mandioca para elaboração de pães no Estado. O parlamentar batizou o produto de “pãozinho baiano”.

Eduardo Salles acredita que a substituição de até 10% de farinha de trigo por fécula de mandioca crie mais postos de trabalho na cadeia produtiva da mandioca baiana. “Isso vai aumentar a demanda pelo produto e gerar mais emprego, além de ser benéfico à saúde porque a fécula de mandioca não contém glúten”, explica o deputado.

Uma das vantagens aos panificadores que atenderem as normas prevista no Projeto de Lei será o recebimento do Certificado de Responsabilidade Social, emitido pela SDR (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural), em função do estímulo à produção da agricultura familiar na Bahia,

“A proposta é que a substituição aconteça de forma progressiva: 2%, 4%, 6%, 8% e 10%, nos cinco anos seguintes à aprovação do Projeto de Lei”, explica Eduardo Salles.

A substituição de até 10%, explica o parlamentar, seria exclusivo à panificação. “Na Bahia a mandioca é produzida em sua grande maioria por produtores da agricultura familiar nos 417 municípios do Estado. O aumento da demanda trará impactos significativos do ponto de vista social”, diz Eduardo Salles.

“Participamos da construção do projeto para atestar que a mistura proposta é perfeitamente compatível e viável”, explica Joselito Mota, pesquisador da EMBRAPA.

Conforme estimativa de técnicos da EMBRAPA e do parlamentar, com a aprovação da lei, o Estado deixaria de importar 60 mil toneladas de trigo por ano, o que significaria economia de US$ 20 milhões.

Sessão especial

Na quinta-feira, o hall de entrada da Assembleia Legislativa da Bahia receberá stands de exposição para difusão dos benefícios da utilização da fécula e os trabalhos efetivados por produtores. Também será possível degustar o pãozinho baiano e beijus feitos com o ingrediente.


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