Vereador questiona aditivo de contrato entre a Sustentare Saneamento e a Prefeitura de Feira de Santana

Em discurso proferido na tribuna da Casa Legislativa, nesta segunda-feira (25/04/2016), o vereador Alberto Nery (PT) voltou a se pronunciar sobre o problema do descarte de lixo em Feira de Santana e criticou o contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa Sustentare Saneamento S.A.

O petista disse que, na condição de presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, recebeu um ofício da Sustentare, que justifica que o aterro sanitário contratado pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana não pertence a empresa e que também ela  não é responsável pelo armazenamento de resíduos, apenas pela coleta de lixo.

“O que eu quero chamar a atenção dos nossos nobres representantes da imprensa é que o maior crime não é a Sustentare não armazenar os resíduos sólidos do nosso município, e sim a Viva, que, inclusive, está cometendo um crime ambiental, porque ela não detém a licença ambiental, e o resíduo, que deveria está sendo depositado na Sustentare, que, segundo ela, tem a licença ambiental para recolher os resíduos, ela não está fazendo, está sendo feito na Viva, que não tem essa autorização”, afirmou Nery.

Ele informou que, além de encaminhar a denúncia ao Ministério Público, vai cobrar um esclarecimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com relação ao descarte do lixo em um aterro sanitário que não possui licença ambiental.

Aditivo

Na oportunidade, o vereador Alberto Nery criticou um contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Feira de Santana e a empresa Sustentare. De acordo com o petista, o valor do contrato anterior era de R$ 76.583.073,60 e a partir do dia 18/03/2016 passou para R$ 88.673.082,48.

“O poder público municipal fez um aditivo que dá um reajuste da ordem de 15% para a Sustentare, isto representa um reajuste de mais de 50%. Este 15% é 50% acima da inflação. Ora, nós estamos vivendo um momento de crise, nós ouvimos aqui diversas vezes dos representantes do Governo Municipal da dificuldade de o poder público conceder o reajuste aos trabalhadores que aqui estiveram em greve, mas atende a uma empresa que presta um desserviço ao povo de Feira de Santana”, reclamou.

Nery cobrou também do poder público municipal uma cópia do referido contrato, “para saber se este reajuste é no contrato de 15 anos ou se é apenas no contrato anual, porque se for no contrato anual, realmente, é um absurdo num momento deste a Prefeitura conceder este reajuste enquanto não atende as reivindicações da classe trabalhadora”, pontuou.


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