
Novo relatório da FAO concluiu que alimentação baseada em plantas traz estes benefícios; segundo documento, apenas quatro países promovem dietas e sistemas alimentares que são saudáveis e sustentáveis; Brasil é uma dessas nações.
“Plantas, Pirâmides e Planetas”, o novo relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, concluiu que uma dieta baseada em plantas traz vantagens para a saúde e o meio ambiente.
O documento, publicado na quinta-feira, foi feito em colaboração a Rede de Pesquisa sobre Alimentação e Clima, Fcrn, e a Universidade de Oxford.
Orientações Nacionais
O estudo afirma que apenas alguns governos publicaram orientações promovendo dietas que podem ajudar a combater dois dos desafios mais urgentes dos dias de hoje: assegurar uma boa nutrição para todos e proteger o meio ambiente.
Segundo a FAO, mais de 80 governos já emitem aconselhamento sobre alimentação e este número está crescendo. No entanto, a maioria ainda precisaria emitir orientações nacionais.
Esta lacuna é particularmente visível em países de baixa renda: apenas cinco nações em África têm tais diretrizes.
Além disso, a maioria das orientações existentes ainda não considera impactos ambientais das escolhas alimentares.
Brasil
Segundo o documento, apenas quatro países promovem dietas e sistemas alimentares que são não apenas saudáveis, mas também sustentáveis: Brasil, Alemanha, Catar e Suécia. Desde então, Holanda e Reino Unido seguiram o exemplo.
Para a agência, as diretrizes brasileiras destacam-se por enfatizar aspectos sociais e econômicos da sustentabilidade, aconselhando pessoas a serem cautelosas em relação à propaganda, por exemplo.
Outra orientação do Brasil mencionada pela FAO é a de evitar alimentos ultraprocessados que não são apenas ruins para saúde, mas também são vistos como prejudiciais para culturas alimentares tradicionais.
Desenvolvimento Sustentável
O estudo enfatiza que para terem efeito real sobre o consumo de alimentos, orientações sobre dietas precisam ter ligação clara com políticas que sejam implementadas, como padrões de refeições em hospitais e merendas escolares.
Outro pontos são regulamentos em relação à propaganda e à indústria.
A sugestão global do relatório é que países que já têm diretrizes dietéticas devem começar um processo para incorporar sustentabilidade a elas.
Já os países que ainda não possuem tais orientações, têm a chance de desenvolver planos integrados desde o início.
A diretora da Divisão de Nutrição e Sistemas Alimentares da FAO, Anna Lartey, destacou que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 faz uma ligação clara entre uma nutrição saudável e uma agricultura sustentável.
Para a representante, “é hora das orientações alimentarem reflitirem esta relação”.
*Com informação da Radio ONU.
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