Comissão da Câmara Municipal de Feira de Santana ingressa com representação no MP, por indício de crime ambiental na Lagoa do Subaé

As denúncias sobre os possíveis crimes ambientais que estão sendo cometidos na Lagoa do Subaé, devido a construção de um hipermercado autorizada pelo Poder Público Municipal, foram apresentadas pela Comissão de Obras, Urbanismo, Infraestrutura e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS) ao Ministério Público Estadual (MPBA). O ofício, que também é uma resposta a uma notificação do próprio órgão, foi protocolado na tarde desta quarta-feira (01/06/2016) pelos vereadores Alberto Nery (presidente) e  David Evangelista Neto, que formam a comissão juntamente com o edil Correia Zezito. Também assinaram o documento os vereadores Pablo Roberto e Welington Andrade.

“A comissão debateu esse assunto na Casa, foi até o local mais de uma vez e pôde constatar que a obra está sendo erguida na Lagoa. Não somos técnicos nem especialistas na área, mas é possível ver a olho nu, a água na região da construção. Na segunda visita feita ao local, dessa vez com um número ainda maior de edis, foi possível ver inclusive caçambas de cascalho aterrando o espaço, outra atividade que necessita de autorização específica não apresentada pela empresa. Após essa visita a obra, a Casa da Cidadania recebeu o secretário municipal de meio ambiente, Maurício Carvalho, mas muitas dúvidas e questões continuaram sem respostas. Agora, reunimos as denúncias, notícias, o estudo feito por profissionais da Universidade Estadual de Feira de Santana indicando a área como de proteção ambiental, bem como as informações oficiais apresentadas pelo secretário e estamos solicitando ao MP a suspensão da obra até que a apuração necessária para evitar que esse crime ambiental seja concluída”, declarou Nery.

Ainda de acordo com o presidente da Comissão, é incompreensível que o Poder Público Municipal emita uma licença para a construção sem o estudo prévio necessário. “Como a Secretaria emite uma autorização para a construção em novembro de 2015 e somente agora, em 2016 e após as denúncias, solicita um estudo técnico? E mais: o estudo foi feito por uma empresa contratada pelo próprio hipermercado, maior interessado na continuidade da obra. Isso é no mínimo contraditório. Sem contar que um estudo feito em 2001 pela Universidade Estadual de Feira de Santana, uma instituição de tamanha credibilidade, foi ignorado. Agora, com o auxílio da Justiça, vamos lutar para evitar que mais uma área de Preservação Ambiental seja destruída neste município”, finalizou.


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