Presidente interino Michel Temer está ligado a corrupção e propina, diz Wall Street Journal

Matéria de Glenn Greenwald sobre Michel Temer tem repercussão no Wall Street Jornal.
Matéria de Glenn Greenwald sobre Michel Temer tem repercussão no Wall Street Jornal.
Matéria de Glenn Greenwald sobre Michel Temer tem repercussão no Wall Street Jornal.
Matéria de Glenn Greenwald sobre Michel Temer tem repercussão no Wall Street Jornal.

O jornal “The Wall Street Journal” repercutiu nesta quinta-feira (16/07/2016) a notícia de que Michel Temer (PMDB) recebeu propina, segundo afirmou o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em delação da Operação Lava Jato.

“Foi a primeira vez que Temer foi implicado diretamente na investigação por corrupção chamada Lava-Jato, que envolveu dezenas de políticos e empresários de alto escalão, incluindo lideres do partido de Temer, PMDB”, diz o texto.

A notícia lembra também que os primeiros 30 dias de Temer foram marcados por denúncias de corrupção, incluindo o ex-ministro da Transparência, que forçou membros de seu gabinete a deixar o cargo.

Relatos de pagamento de propina citam 40 vezes Michel Temer, enquanto a presidenta Dilma Rousseff (PT) não foi citada nenhuma vez.

Na delação premiada no âmbito da Lava Jato, Sérgio Machado e familiares ainda citam o ex-presidente José Sarney (PMDB) 52 vezes; o candidato derrotado à Presidência e senador Aécio Neves (PSDB), 40 vezes; e o ex-ministro golpista do Planejamento e senador Romero Jucá (PMDB) 43 vezes.

A delação da família Machado também cita o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), morto em 2014; o senador José Agripino Maia (DEM-RN), investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF); e o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN).

Movimentos pró-impeachment e corrupção

“Enquanto a corrupção assombra o Temer, caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment” é o título do texto publicado pelo jornalista Glenn Greenwald também nesta quinta-feira. Ele noticia que, embora a imprensa tradicional apoie os movimentos que pediam o afastamento de Dilma, estão sendo reveladas ligações entre suas lideranças e a oposição ao PT.

“Embora a mídia dominante do país glorificasse incessantemente (e incitasse) estes protestos de figurino verde-e-amarelo como um movimento orgânico de cidadania, surgiram, recentemente, evidências de que os líderes dos protestos foram secretamente pagos e financiados por partidos da oposição”, escreveu.

Para o jornalista, não faltam motivos para acreditar que estes movimentos não estão interessados, de fato, no combate à corrupção, como alegam ser. Queriam tirar do poder um partido vencedor nas urnas.0

“Claramente, essas marchas não eram contra a corrupção, mas contra a democracia: conduzidas por pessoas cujas visões políticas são minoritárias e cujos políticos preferidos perdem quando as eleições determinam quem comanda o Brasil. E, como pretendido, o novo governo tenta agora impor uma agenda de austeridade e privatização que jamais seria ratificado se a população tivesse sua voz ouvida”.


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