Eleições 2016 – Feira de Santana: 18 partidos confirmam apoio a chapa majoritária liderada por José Ronaldo

Convenção suprapartidária que confirma José Ronaldo de Carvalho candidato à reeleição.
Convenção suprapartidária confirma José Ronaldo de Carvalho candidato à reeleição.

Na noite de segunda-feira (25/07/2016), na casa de eventos Aria Hall, em Feira de Santana, estiveram reunidas lideranças de 18 partidos com a finalidade definir os nomes para disputa do pleito municipal de 2016.

A convenção suprapartidária definiu a coligação majoritária ‘O trabalho vai continuar’ e chancelou a chapa liderada pelo Democratas, escolhendo os nomes de José Ronaldo de Carvalho (DEM), para prefeito e Colbert Martins Filho (PMDB), para vice-prefeito.

Chapas proporcionais

Além da escolha da chapa majoritária, os partidos: DEM, PEN, PHS, PMB, PMDB, PPL, PPS, PRB, PRP, PSC, PSDB, PSDC, PSL, PT do B, PTB, PTC, PV e Solidariedade definiram as coligações proporcionais.

DEM, PMB, PRB, PSDB e PSL formaram uma coligação proporcional; enquanto PEN, PHS, PRP, PTB e PV formaram segundo bloco partidário.

PPS, PSC, PPL, PSDC, PTC, PMDB, PT do B e Solidariedade não participam de bloco partidário e disputam em chapas avulsas, apena com os próprios candidatos a vereador, sem coligação.

O candidato

Objetivando a reeleição e a conquista do quarto mandato como prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, ao discursar, repetiu a formula usual. Falou sobre o passado, relações construídas, reafirmou que era uma pessoa de ouvir muito e de dialogar.

Dando sequência ao discurso, Ronaldo destacou que aos críticos, que tentam impingir na pessoa dele a pecha de ditador, respondia com a mais ampla aliança histórica da política de Feira de Santana. Na sequência citou os Martins, Falcão e os Carneiros como famílias cujo histórico político se confunde com a cidade de Feira de Santana. Observando que os sucessores das tradicionais famílias passaram a apoiar a chapa majoritária e a seguir a liderança dele.

Concluindo o discurso, Ronaldo reafirmou que foi com a capacidade de diálogo que convenceu o deputado federal Antônio Lázaro (PSC) e o deputado estadual José de Arimateia (PRB) a desistir da disputa majoritária e apoiar a reeleição. Ele finalizou o discurso afirmando que o “trabalho vai continuar com o apoio deles e dos demais correligionários e amigos”.

Deus e o Diabo

Presente ao palco da convenção, o deputado Lázaro resolveu cantar no estilo gospel e invocar as bênçãos de Deus aos candidatos a vereador e aos candidatos ao cargo majoritário. Nesse momento ocorreu a lembrança do filme ‘Deus e o Diabo na terra do sol’. Obra dirigida pelo cineasta Glauber Rocha, lançada em 1964.

A mistura entre religião e política resulta sempre em digressões estilísticas e históricas. Nesse aspecto, ocorre a lembrança de outra produção intelectual, a obra ‘A Rainha Margot’, publicada em 1845, por Alexandre Dumas. O livro foi transformando no filme homônimo, dirigido por Patrice Chéreau e lançado em 1994.

A história é muito conhecida, na noite de 23 para 24 de agosto de 1572, os sinos da catedral de Saint Germain fizeram o prenúncio do dia de São Bartolomeu. Nessa noite, os católicos massacraram os huguenotes na França. Somente em Paris, três mil protestantes foram exterminados. O evento ficou conhecido como a ‘Noite de São Bartolomeu’.

A digressão é no mínimo curiosa, porque ao longo da vida Ronaldo e Colbert apresentaram perfil católico e atitude de reverência aos representantes da cúria romana em Feira de Santana. Mas, os tempos são outros, embora os personagens sejam os mesmos.

A propósito do enredo do filme ‘Deus e o Diabo na terra do sol’, é válida uma pesquisa sobre o enredo, com a finalidade de ampliar o contexto.

Umbus e tempo

Coube ao deputado estadual Targino Machado (PPS) o destaque para o discurso mais estapafúrdio. Inicialmente, o deputado falou sobre a infância e o fato de chupar umbu. Depois, disse que tinha “menos tempo para viver e muito mais passado do que futuro”. Registrou que era contra o instituto da reeleição para o executivo, mas que, no caso, apoiava a reeleição de José Ronaldo.

Pé no chão

O deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), ao discursar, negou o “clima de já ganhou” e disse que estavam todos com “pé no chão” e que deviriam, todos, buscar o apoio dos eleitores ao projeto.

Pitoresco

Paramentado como Rei Momo, Dilson Chagas, era um personagem que trazia algo de pitoresco e repetitivo ao palanque do Democratas. Habitué dos eventos do DEM, durante o governo Tarcízio Pimenta, Dilson Chagas, ou Rei Momo, deu o toque carnavalesco ao encontro político. Afinal de contas, para a festa da democracia, nada melhor do que um falso rei.


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