Em discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, na manhã desta quarta-feira (24/08/2016), o vereador Alberto Nery (PT), com base em informações de rodoviários sindicalistas do estado de São Paulo, denunciou que 10 ônibus que foram retirados da frota das empresas que operam o serviço de transporte coletivo em Feira de Santana, sob alegação de que passariam por “recall”, estão rodando no município de Sorocaba. O petista disse que dispõe de fotos que comprovam a denúncia.
Nery lembrou que já havia sido denunciado nas redes sociais e em matérias jornalísticas que alguns veículos do transporte coletivo urbano de Feira de Santana foram flagrados deixando a cidade através da BR-116 Sul e, por conta disso, na época, ele chegou a cobrar explicação do Governo Municipal, que, por meio de nota, justificou que os referidos ônibus passariam apenas por manutenção no município de Campinas e não desfalcariam a frota do transporte público de Feira.
Segundo o vereador, os empresários do grupo Rosa e São João, ao serem questionados sobre o assunto, deixaram bem claro que estavam tirando os ônibus da frota porque o sistema de transporte coletivo de Feira de Santana não os remuneram conforme estava contido no edital de licitação, “que era transportar 2,5 milhões de passageiros – eles hoje estão transportando 1,8 milhão e alegam que estão tendo um prejuízo de aproximadamente R$ 1,6 milhão por mês”, informou o edil.
Alberto Nery classificou a situação como vergonhosa e sugeriu ao poder público municipal que cancelasse a licitação do transporte coletivo urbano de Feira de Santana, porque, segundo ele, as empresas não estão cumprindo aquilo que ficou efetivamente acordado. “Está lá escrito: são 270 veículos operando em Feira de Santana e que teria uma frota de reserva de 10%, mas os empresários chegam aqui e diz que não estão ganhando dinheiro, pegam os carros e vão embora, e a Prefeitura não toma nenhuma posição contra esse ato absurdo cometido pelas empresas”, criticou.
O petista acrescentou que, de acordo com o edital de licitação, as empresas Rosa e São João têm também que comprovar mensalmente o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço da classe trabalhadora. No entanto, disse o vereador, as empresas supracitadas ficaram quatro meses sem fazer o depósito e, após reclamação do Sindicato dos Rodoviários de Feira de Santana (Sintrafs) e do Ministério Público, os empresários do transporte coletivo fizeram um parcelamento do FGTS.
Em aparte, o líder do Governo, vereador José Carneiro (PSDB), explicou que quando o poder público municipal fez a licitação para o transporte coletivo, as empresas ganhadoras do certame atenderam todas as exigências do processo licitatório. “O Governo Municipal não tem o poder de imaginar as dificuldades que as empresas A, B ou C venham a ter futuramente. Agora, eu concordo com Vossa Excelência: o secretário Pedro Boaventura, que disse no rádio que esses ônibus foram para São Paulo fazer recall, precisa dar uma satisfação mesmo. Aliás, com todo o respeito que eu tenho ao secretário Pedro Boaventura, eu vejo muita conversa e pouca ação”, pontuou.
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