


São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porta Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife, entre outras cidades do país reuniram milhares de cidadãos em protesto contra a assunção de Michel Temer (PMDB) à presidência República. Os cidadãos e cidadãs, a maioria pertencente a classe trabalhadora, repetiam de diferentes formas que se trata de governo golpista, pedem a saída de Michel Temer e eleições diretas para presidente da República.
Os manifestantes repudiaram o impeachment de Dilma Rousseff e a tomada de poder pelos conservadores liderados por Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Cartazes, Faixas, pinturas corporais e objetos foram usados com a finalidade de transmitir repúdio ao golpe.
Além da troika conservadora, os manifestantes associam a usurpação do poder a uma postura editorial da Rede Globo de Televisão. Em todas as manifestações a logomarca da Rede Globo era associada ao “Golpe Parlamentar de 2016”. Invariavelmente, a marca da rede de TV, era mostrada pintada com cores negras, em referência ao luto que a democracia brasileira atravessa.
Os protestos em diferentes cidades
Rio de Janeiro — Manifestantes levaram bandeiras e cartazes com frases como “Fora, Temer! e “Não ao Golpe”. Grupos pediam novas eleições, algumas eleições gerais, outros a revolução e o voto nulo. O professor de geografia Thiago Roniere, integrante da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, defendeu que o Congresso e o processo eleitoral atuais perpetuam desigualdades.
“Estamos aqui não apenas para reivindicar a derrubada do Temer, como também propor uma organização social que não espere repostas pelo canal eleitoral. Os movimentos de base, comunitários, a juventude e os trabalhadores, que estão sofrendo, precisam se organizar para além do processo político e do calendário eleitoral e tomar consciência que são precarizados há muito tempo”, disse. “Antes deste golpe parlamentar, o próprio PT foi responsável pelo avanço do neoliberalismo e sacrificaram direitos civis consagrados dos trabalhadores. A revolução não se dá pelas urnas”.
Recife — “Nós consideramos que não há impeachment, há golpe. E vamos combatê-lo nas ruas. É um governo que só espera um momento para acabar com a classe trabalhadora. Não vemos perspectiva de melhora com o governo Temer. Ao contrário, vamos perder direitos sociais”, argumenta Sandra.
Os cartazes dos manifestantes traziam mensagens sobre políticas públicas e criticavam projetos de lei considerados prejudiciais aos cidadãos. Os pedidos iam desde “fim do massacre de povos indígenas”, “fim das privatizações” e “contra o machismo e o racismo” até mensagens propositivas, como “auditoria da dívida pública” e “taxação de grandes fortunas”.
Salvador — “A gente tem que lutar pelos mais pobres e se, neste momento, os pobres ficam cada vez mais excluídos, a Igreja tem que estar do lado deles, e apoiando. É por isso que hoje, no Grito dos Excluídos, a gente diz também “Fora, Temer”, afirmou o líder religioso.
Abrangência
Foram contabilizados protestos em oito estados e no Distrito Federal.
*Com informações da Agência Brasil.
Confira imagens dos protestos







