Projeto Coladera acontece em Salvador e Santo Amaro

O nome do projeto, ‘Coladera’ se remete a um ritmo popular de Cabo Verde, que nasceu da morna, que por sua vez surgiu de ritmos como fado português e o lundum de Angola.
O nome do projeto, ‘Coladera’ se remete a um ritmo popular de Cabo Verde, que nasceu da morna, que por sua vez surgiu de ritmos como fado português e o lundum de Angola.

Neste final de semana, chega à Bahia o Projeto Coladera. No evento haverá shows e o lançamento do filme Égun. Na capital, o evento acontece sexta-feira, (09/09/2016), no Casarão do Lord, no Pelourinho, com participação especial dos cantores Gerônimo e Jota Veloso. A cidade de Santo Amaro recebe o encontro no dia 10, na Praça do Rosário, com a participação de Márcio Valverde e outros artistas. As duas edições começam às 21h.

Realizados pela Maurício Pessoa Produções, os encontros inauguram a iniciativa cultural Casa do Mar, empreendida por artistas e intelectuais brasileiros e ibero-americanos. A ação celebra o encontro de identidades culturais de Países de influência Ibérica, com Língua Portuguesa. O Coladera foi criado pelo guitarrista português João Pires e pelo violinista Mineiro Vitor Santana, apresentando a reunião musical dos dois.

 O trabalho dos dois artistas rendeu um disco de canções, violões e experimentação do universo luso-afro-brasileiro, concebido também com a participação do músico Marcos Suzano. Foram onze faixas gravadas, em sua maioria inéditas, além de releituras de algumas composições de cada músico e de uma homenagem à cantora Cesária Évora, uma coladera célebre do Cancioneiro cabo-verdiano

O nome do projeto se remete a um ritmo popular de Cabo Verde, que nasceu da morna, que por sua vez surgiu de ritmos como fado português e o lundum de Angola. “A Coladera também foi influenciada pelo samba, pela rumba e ainda pela cumbia. É um símbolo vivo do encontro de diferentes matrizes da música popular e iberoamericana, ao mesmo tempo tradicional e mestiça; negra e branca; raiz e invenção”, afirma Victor Santana.

Nos eventos realizados na Bahia, integram a banda também os percussionistas baianos Kainam e Luisinho do Jêje. Segundo Santana, os diálogos desses encontros musicais serão baseados em percussões, violões e vozes, em um ambiente sonoro rico e mescla de mestiçagem. “Serão ouvidos ecos de África, do candomblé, do fado e do flamenco, do Samba da rumba e do mambo, além de português,  com sotaques diferentes”, adianta o músico.

Filme Égun

Vitor Santana assina, junto com Sérgio Pererê, a trilha sonora do filme Égum, que será lançado nos eventos do Coladera. O curta metragem de animação tem direção do mineiro Helder Quiroga e visa estabelecer um diálogo entre a linguagem poética e o cinema.

Conta a história de um Pescador que tenta compreender os fatos que levaram à morte de seu pai. “O curta foi todo filmado na comunidade baiana de Moreré, na Ilha de Boipeba, tendo a participação um ator mirim local. Mostra a cultura brasileira em diálogo com a natureza africana, matriz do candomblé”, destaca o cineasta.

Sobre os eventos realizados com a chancela da Casa do Mar em Salvador e Santo Amaro, Helder Quiroga acrescenta que “além de unir o audiovisual à música, trazem uma oportunidade de intensificar o diálogo entre Minas Gerais e Bahia, que formam um novo eixo cultural muito mais criativo e profundo”, diz Helder Quiroga

O filme Égun já percorreu os principais festivais de cinema do Brasil e alguns do exterior, tendo conquistado, até o momento, três prêmios: em Brasília, Minas Gerais e na França.  O filme é uma coprodução Contato Filmes e Mosquito Project, com o apoio da Solo Filmes. Tem direção de animação e desenhos de Adams Carvalho, utilizando a técnica da rotoscopia, que emprega desenho sobre a imagem.

Agenda

Salvador

Local: Casarão do Lord – Ladeira de São Miguel, 07, Pelourinho.

Data: 09 de setembro, 21h.

Santo Amaro

Local: Praça do Rosário.

Data: 10 de setembro, 21h.


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