Um golpe dentro do golpe | Por Alberto Peixoto

Protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na avenida Paulista, em São Paulo.
Protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na avenida Paulista, em São Paulo.

Após as eleições de 2014 o PSDB, mancomunado com os partidos de direita, estabeleceu a desordem política e a derrocada da economia brasileira, tornando inviável administrar o País. Como se não bastassem estas intervenções criminosas da direita branca e racista, o senador Aécio Neves – que até os dias de hoje não aceita sua derrota nas urnas para Dilma Rousseff – ameaça o filhote de Judas, o traíra Michel Temer, dizendo que sem o apoio do PSDB o “governo dos golpistas” não existirá.

“Enquanto Temer se mantiver fiel a essa agenda que colocamos para o país, contará com o PSDB. Se percebermos que isto não está ocorrendo, o PSDB deixa de ter compromisso com este governo”; vocifera Aécio Neves que nas pesquisas atuais tem uma rejeição de 64% dos brasileiros.

Por essas e outras atitudes de Aécio Neves e do PSDB, fica o questionamento dos eleitores brasileiros para as próximas eleições: O que vamos fazer diante das urnas? Qual será a motivação que nós, eleitores, teremos para escolhermos nossos representantes no pleito do dia 2 de outubro e em todos os outros, se no último realizado os 54.501.118 desejos (votos) de verem Dilma Rousseff nos representando foram violados de forma trágica e absurda? Decididamente somos palhaços!

As pessoas que tem um mínimo de discernimento ficam sem entender e indagam-se: Como é que se destitui do cargo uma presidente honesta, ‘impitimada’ por uma maioria composta, em grande parte, por senadores corruptos citados na Operação Lava Jato? Para tornar o caso mais escabroso, entregam o cargo de presidente para Michel Temer, ficha suja inelegível por 8 anos, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo – TER-SP – além de ser citado 25 vezes na Lava Jato por atos de corrupção.

Esta situação que o Brasil passa atualmente é estarrecedora e inusitada! Uma presidente honesta sofre o impeachment julgada por uma quadrilha de corruptos propineiros; bando de cafajestes comandados, não por Temer, que é um fantoche de terno e gravata, mas por Aécio Neves que busca o poder a qualquer preço. Também tem o outro, não menos bandido, Eduardo Cunha, que luta desesperadamente para salvar sua pele, e de sua companheira.

Está então caracterizado pela não cassação dos direitos políticos de Dilma Rousseff, que ela não é culpada de nada; fica determinado desta forma, um golpe dentro do golpe, onde Aécio Neves luta para tomar o poder, deixando o povo sem saber quem é mais golpista.

*Alberto Peixoto, escritor.

Protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na avenida Paulista, em São Paulo.
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