Vende-se o Brasil | Por Alberto Peixoto

A era FHC foi o período da história política brasileira onde ocorreram as maiores privatizações. Durante este período foram recolhidos “aos cofres públicos,” oriundo das privatizações, aproximadamente um valor em torno de R$ 78,6 bilhões e que ninguém sabe para onde foi este dinheiro. A dívida pública saltou de US$ 269 bilhões em 1996 para US$ 881 bilhões em 2002.

A Companhia Siderúrgica Vale do Rio Doce, a maior empresa Siderúrgica do mundo, foi privatizada em maio de 1997 vendendo a parte acionária controlada pelo governo federal por R$ 3,3 bilhões de reais; esta operação foi considerada pelos economistas da época como “vendida a preço de banana”. E este dinheiro ninguém sabe, ninguém viu.

Infelizmente esta atitude de lesa-pátria se repete através do governo do golpista Michel Temer e o mais absurdo de tudo é que querem privatizar a água potável. O Aquífero Guarani, um reservatório gigantesco de águas subterrâneas, compartilhado entre Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, com área total de 1,2 bilhões de km², e com 2/3 da reserva em terras brasileiras, está sendo negociado no PPI – Programa de Parceria e Investimentos – através das multinacionais Nestlé e Coca-Cola.

Também deverão ser privatizadas pelo governo golpista, com certeza a preço de banana, as empresas públicas como a Petrobrás, Eletrobrás, Correios, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, SUS, Educação, entre outras empresas do mesmo porte.

Como prova disso, o pré-sal já está sendo vendido no varejo, através do ministro do apagão, Pedro Parente, que o golpista Michel Temer colocou para gerir a Petrobrás. Em um piscar de olhos ele vendeu o campo de Carcará para a norueguesa Stastoil. Segundo estudos técnicos, a produção de Carcará será superior a 35 mil barris por dia. Esta “pérola” foi vendida por R$ 8,5 bilhões de reais, sendo metade a vista e metade condicionada à absorção de áreas vizinhas.

Segundo o jornalista Fernando brito: “com a venda de Carcará, a Petrobrás perdeu mais do que com a Lava Jato inteira”. É fundamental e urgente que se dê um basta neste governo golpista, sem legitimidade e que está entregando nossas riquezas para as diversas multinacionais.

E o governo foi pra China. Deveria ter ido pra Conchichina.

*Alberto Peixoto, escritor.


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