Prefeita eleita de Caatiba não poderá exercer mandato até fevereiro de 2017

Maria Tânia Ribeiro Souza responde a ação de improbidade movida pelo MPF, e foi afastada do cargo de vice-prefeita em agosto de 2015, junto com o prefeito; nova decisão da Justiça Federal a mantém afastada até 17 de fevereiro de 2017.
Maria Tânia Ribeiro Souza responde a ação de improbidade movida pelo MPF, e foi afastada do cargo de vice-prefeita em agosto de 2015, junto com o prefeito; nova decisão da Justiça Federal a mantém afastada até 17 de fevereiro de 2017.
Maria Tânia Ribeiro Souza responde a ação de improbidade movida pelo MPF, e foi afastada do cargo de vice-prefeita em agosto de 2015, junto com o prefeito; nova decisão da Justiça Federal a mantém afastada até 17 de fevereiro de 2017.
Maria Tânia Ribeiro Souza responde a ação de improbidade movida pelo MPF, e foi afastada do cargo de vice-prefeita em agosto de 2015, junto com o prefeito; nova decisão da Justiça Federal a mantém afastada até 17 de fevereiro de 2017.

Em decisão proferida nesta terça-feira (13/12/2016), a Justiça Federal em Vitória da Conquista garantiu o afastamento de Maria Tânia Ribeiro de Souza da prefeitura de Caatiba (BA), até 17 de fevereiro de 2017. Recém-eleita para o cargo, ela já estava afastada da posição de vice-prefeita desde agosto de 2015, em função de seu envolvimento em um esquema de fraude a licitações e desvio de recursos da Educação, em parceria com o prefeito Joaquim Mendes de Sousa Júnior, também afastado.

A decisão foi motivada por pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista, que moveu ação de improbidade contra ambos os gestores públicos e outras 11 pessoas envolvidas no esquema desmontado pela Operação Mato Cerrado. A intenção do MPF é garantir que Maria Tânia permaneça sem acesso a documentos da prefeitura que comprovam o ocorrido, além de evitar que ela faça uso de seu cargo para seguir praticando atos ímprobos. O pedido é previsto pelo artigo 20 da Lei 8.429/92.

De acordo com as investigações do MPF, em parceria com a Polícia Federal, a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União, houve fraude em licitações para contratar cooperativas constituídas irregularmente, viabilizando a transferência ilegal de pagamento de servidores públicos. A análise do sigilo dos dados bancários e telemáticos pela Assessoria de Pesquisa e Análise do MPF na Bahia demonstrou que os investigados superfaturavam as notas fiscais, incluíam parentes na folha de pagamento e apropriavam-se de verba pública. Maria Tânia recebeu suborno de cooperativa contratada ilicitamente e foi responsável pela contratação de seu filho pela mesma empresa, praticando nepotismo, apesar da vedação legal.

*Confira a íntegra da decisão acessando a aba “Inteiro Teor”, na consulta processual da Justiça Federal. Número do processo: 6426-74.2016.4.01.3307 – Subseção de Vitória da Conquista.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.