Ipac discute projeto de requalificação do Memorial Mãe Menininha

O projeto de Requalificação do Memorial Mãe Menininha foiapresentado nesta quinta-feira (10), no Terreiro do Gantois, localizado no bairro da Federação, em Salvador.
Memorial Mãe Menininha, Terreiro do Gantois, fica localizado no bairro da Federação, em Salvador.

No dia em que Mãe Menininha do Gantois completaria 123 anos, foram os candomblecistas que receberam o presente. Com toques de atabaque, a cerimônia marcou o início das discussões entre adeptos e comunidade sobre o Projeto de Requalificação do memorial, que leva o nome da ialorixá considerada uma das maiores lideranças da religiosidade de matriz africana no Brasil. O encontro aconteceu na quinta-feira (10/02/2017) no próprio Terreiro, e fez parte do plano museológico que vai guiar as atividades do local.

Contemplado no Edital Setorial de Museus 20/2016 do Governo do Estado, o Terreiro do Gantois passa atualmente por uma requalificação. O Projeto tem como objetivo a profissionalização do espaço, bem como a preservação de seu acervo e disseminação de suas informações ao público, e é formado por duas etapas de estruturação.

A primeira fase, destinada para formação do Plano Museológico, contará com a participação da comunidade para definir a missão e função social do Memorial Mãe Menininha. Além deste primeiro encontro, outros dois ainda estão programados nos próximos meses. O objetivo é reunir a comunidade do Gantois, a população do entorno e demais interessados no projeto, para discutir a contribuição do Museu para a sociedade. Para Mãe Carmem, atual dirigente do Terreiro do Gantois, o projeto vai ajudar na divulgação da religião de matriz africana e reforçar a luta por respeito.

“Este edital é muito bem vindo. Ajuda as pessoas que não conhecem a conhecer um pouco da nossa história. Pode desconstruir certas ideias preconceituosas . Nós somos um povo que contribuiu imensamente para a construção da nossa sociedade”, destacou a ialorixá.

Na segunda etapa do projeto, de documentação museológica, os objetos expostos no memorial serão medidos, fotografados, identificados e descritos, formando um catálogo que terá o suporte um sistema informatizado. Criado em 1992, o Memorial reúne mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais de Mãe Menininha.

“Quando você digitaliza o acervo, dá a possibilidade do acervo ser visitado em qualquer lugar do mundo. Isso é muito interessante. Você joga essa imagem para o futuro”, afirma o diretor geral do Ipac, João Carlos Oliveira.

Fotos 

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