Reportagem de Fabio Serapião, Fausto Macedo e Mateus Coutinho, publicada nesta quinta-feira (02/02/2017) no Jornal Estadão, revela que nova fase da Operação Lava Jato objetiva prender preventivamente Ari Ferreira da Costa Filho, conhecido como ‘Arizinho’. Ele é considerado homem de confiança do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabaral (PMDB), e é acusado de lavar R$ 8 milhões; operação é a terceira para investigar os nomes ligados ao esquema de corrupção do peemedebista
Confira o teor da reportagem ‘Nova fase da Lava Jato no Rio mira ‘Arizinho’, mais um operador de Cabral’
A Polícia Federal e a Procuradoria da República no Rio deflagraram na manhã desta quinta-feira, 2, nova fase da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que levou à prisão o ex-governado Sérgio Cabral (PMDB), para prender preventivamente Ari Ferreira da Costa Filho, conhecido como ‘Arizinho’ e apontado como mais um operador de propinas do peemedebista que teria lavado R$ 8 milhões.
A PF também cumpre 10 mandados de busca e apreensão em imóveis de Ari e de pessoas ligadas ao operador. Justiça Federal no Rio já havia decretado a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Ari, além de ter determinado o sequestro dos bens dele, acusado pelos delatores Renato e Marcelo Chebar, que controlavam contas secretas de Cabral no exterior, de lavar R$ 8 milhões em propinas.
Acusado de intermediar a lavagem de dinheiro e os pagamentos de propina, ‘Arizinho’ começou a trabalhar com Cabral na década de 1980, quando o peemedebista era deputado estadual e, segundo as investigações, em 1996 ele começou a trabalhar em um cargo comissionado no gabinete de Cabral. Posteriormente, teve passagens por várias secretarias no governo do peemedebista no Rio. Ari se tornou assessor especial do ex-governador e estava no governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) até poucos dias atrás.
Essa já é a terceira operação policial contra o esquema de corrupção do grupo supostamente liderado por Sérgio Cabral e que teria arrecadado milhões em propinas de obras de grandes empreiteiras com o Estado quando ele foi governador do Rio, de 2007 a 2014. A operação foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.
Ao menos nove acusados de atuarem como operadores financeiros do esquema de Cabral, entre doleiros e responsáveis por cobrar e transportar os pagamentos ilícitos, já foram presos pela PF no Rio desde que a Operação Calicute foi deflagrada em 17 de novembro de 2016.







