Auditores fiscais realizam ato público em Brasília e reforçam apoio à Operação Carne Fraca

Auditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização.
Auditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização.
Auditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização.
Auditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização.

“Precisamos pressupor a ocupação da chefia por técnicos capacitados, desvinculados de indicações políticas. Estamos cansados de ver casos vergonhosos que ocorrem nas superintendências federais. Muitos estão no cargo para atender a interesses de grandes empresas do setor agropecuário”. Foi assim que o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Mauricio Porto, resumiu a principal reinvindicação da categoria. Nesta quarta-feira, (22/03/2017), um ato público em Brasília, serviu para marcar o apoio dos auditores fiscais agropecuários à operação Carne Fraca e prestar esclarecimentos à população.

Além disso, o presidente lembrou que desde 2012, o Anffa Sindical denuncia que indicações políticas prejudicam o trabalho de fiscalização e contribuem para o aumento dos casos de desvios. São mais de dez processos em tramitação. “Estamos tratando de corrupção, não necessariamente de problemas sanitários”, ressaltou Porto.

O delegado sindical do Anffa no Paraná, Daniel Gouvea, foi responsável pelas denúncias à Polícia Federal e ressaltou a relevância da ação policial para a população: “acredito que será um divisor de águas e uma lição moral. Precisamos separar quem é honesto de quem é desonesto. Muitas vezes por pressão política e ameaças, muitos colegas tiveram medo de denunciar. Agora passamos dessa fase”.

Daniel acrescenta que até o momento em que pôde acompanhar a operação, não houve nenhum risco à população. “A Carne Fraca vai ajudar a passar a limpo casos no Brasil e motivar a concorrência mais honesta das empresas. Com isso, teremos mais independência funcional para fazer o que os auditores fiscais federais agropecuários sempre almejaram fazer, que é servir à sociedade”, completou.

Maurício Porto afirmou também que o Anffa apoiará qualquer operação que tenha como objetivo extirpar a corrupção. “Somos servidores públicos federais e acreditamos no trabalho sério e comprometido com a população. O Anffa Sindical não se calou, não se omitiu e vai seguir com sua missão. Queremos o fim das indicações políticas, queremos chefias idôneas e escolhidas por mérito. E explicou que não basta ser servidor da casa, mas é preciso passar por provas de titulação, comprovar tempo de experiência, qualidade técnica e apresentar um coerente plano de trabalho para o cargo que irão ocupar, concluiu o presidente do Anffa.

Logo após o ato, os representantes do sindicato foram convidados pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, para uma audiência onde discutiram os pleitos da categoria. Entre os temas, concurso e ocupação das chefias do Mapa. O secretário manifestou interesse do ministério em fazer as mudanças necessárias e já deixou um novo encontro pré-agendado para a próxima semana.

Entenda o trabalho dos auditores

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar para as famílias brasileiras. Atualmente existem 2,7 mil fiscais na ativa, que atuam nas áreas de auditoria e fiscalização, desde a fabricação de insumos, como vacinas, rações, sementes, fertilizantes, agrotóxicos etc., até o produto final, como sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, produtos vegetais (arroz, feijão, óleos, azeites etc.), laticínios, ovos, méis e carnes. Os profissionais também estão nos campos, nas agroindústrias, nas instituições de pesquisa, nos laboratórios nacionais agropecuários, nos supermercados, nos portos, aeroportos e postos de fronteira, no acompanhamento dos programas agropecuários e nas negociações e relações internacionais do agronegócio. Do campo à mesa, dos pastos aos portos, do agronegócio para o Brasil e para o mundo.


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