Lula é a saída dos democratas ao golpismo e obscurantismo | Por Luís Galvão

No dia 4 de março de 2017, completou um ano do episódio mais emblemático do cerco a Lula: a condução coercitiva pedida pelo juiz Sérgio Moro. O procedimento se dá quando um investigado se nega a depor, o que não foi o caso. O maior líder popular do Brasil foi tirado de casa sem necessidade e levado a um aeroporto “para a própria segurança do ex-presidente”, segundo uma coletiva de imprensa dada posteriormente por procuradores. Cômico se não fosse trágico, o tablet do neto de Lula não foi devolvido pela Polícia Federal um ano depois da operação.

Qual seria a real intenção de fazê-lo depor em um aeroporto? Um balão de ensaio? O tiro, dado por quem não conhece a linguagem política, saiu pela culatra. Uma jogada dada por autoproclamados integrantes de uma “República de Curitiba”, que, pelo tal, assumem de prontidão o caráter golpista e arbitrário de suas atitudes. A “República do Galeão”, que perseguia Getúlio e inspirou o processo inquisitório contemporâneo, era um termo pejorativo, dado pelos afetados por ela. A afronta não foi bem digerida e houve mobilizações de última hora em várias capitais. Lula falou e o Brasil parou.

A jararaca não morreu e, um ano depois, Lula é a figura mais popular da oposição a um governo ilegítimo, cambaleante e imoral. É o líder em todas as pesquisas, mesmo sendo massacrado diariamente pela mídia e com sua honestidade e honra postas à prova em todo instante.

Nesse dia, ele bateu na mesa, alfinetou a Globo e pediu respeito à dona Marisa – no que não foi atendido no drama vivido no último mês – exames e informações médicas vazadas, desumanidades nas redes sociais, protestos barulhentos na porta de um hospital, prejudicando outros pacientes, revelam o nível da direita que ganha força no Brasil, a da truculência, da intolerância… e Lula é o adversário mais forte para derrota-la.

A reeleição de Dilma em 2014 pegou os futuros golpistas de surpresa. Em um contexto de crise econômica e com um candidato mais jovem do que nos outros pleitos, quase venceram a disputa eleitoral. Esbarraram no legado e na força de Lula. O impeachment foi o caminho político para a interdição do projeto petista, que tem também o seu braço jurídico, este inflado por uma parcela pequena da classe média alta organizada, tida como “a voz das ruas” pela mídia.

Para juízes e procuradores carreiristas e midiáticos, que não falam apenas nos autos, prender Lula é uma questão de timing, e não de justiça, e deve ser feito com base em convicções, e não provas. Porque está mais do que claro; Lula solto se elege.

Sem mesmo conseguir privacidade ao telefone, Lula tem 35,5% do eleitorado segundo pesquisas recentes. É a liderança a quem todo democrata brasileiro deve centrar atenção e militância na próxima eleição. É o único que pode derrotar o fascismo crescente da candidatura Bolsonaro e o governo usurpador e entreguista que trabalha para desmontar a educação, os direitos trabalhistas, o Pré-sal e a Previdência.

Por Luís Eduardo Vianna Galvão, jornalista e militante do PT, para a Tribuna de Debates do 6º Congresso.


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