
Na Síria, um país em guerra, morrem 50 mil pessoas assassinadas por ano. No Brasil, em plena democracia, morrem mais de 59 mil pessoas assassinadas por ano. Na Bahia, o estado brasileiro com maior número absoluto de homicídios, morrem mais de 6 mil pessoas assassinadas, em média, por ano. Estes números deveriam afligir os nossos governantes.
Os homicídios ocorridos na Bahia são de responsabilidade do Estado, pois é dele a responsabilidade constitucional pela segurança pública oferecida a população. A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções. Por isso agem como se valesse a regra: cada um por si. O tecido social se rompe. A política deveria garantir o céu, ao contrário disto, não tem conseguido evitar o inferno. E ao inferno chega-se, quando o governo abandona a sociedade à sua própria sorte.
Todos na sociedade desejam os limites que devem ser oferecidos pelo Estado. Todos precisam acreditar nos valores fundamentais da vida, buscar o senso comum para incentivar o valor da política, da vida pública. Não podemos abandonar, em nome do consenso, a repressão. São necessárias leis claras e aplicáveis, punições proporcionais aos delitos e muito bom senso, pois desta união entre o bom senso e a repressão há de surgir uma sociedade mais equilibrada, onde haverá repressão tanto para o cidadão que comete crime, quanto para o governante que se desvia. Acredito na força da educação e na força da polícia. Quanto mais educação, menos polícia.
Convido o governador Rui Costa a ficar de frente para a sociedade e os seus problemas, sendo que a violência aflige a todos e parece não afligir ao governador. Que o governador saia da propaganda institucional e assuma o papel de tutor da sociedade, que abandone o mundo irreal da propaganda e, unindo bom senso e repressão, promova a paz para a sociedade baiana. Não temos nenhuma tragédia natural no nosso estado, mas o Governo está permitindo a dilaceração da sociedade com tantas perdas de vidas humanas evitáveis.
Os milhões investidos, diariamente, em propaganda irreal, se fossem investidos no consenso e na coerção, não estaríamos neste estado de guerra, em plena democracia.
Queremos paz, senhor Governador!”
*Targino Machado Pedreira Filho é médico e deputado estadual pelo PPS da Bahia.
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