
No primeiro dia oficial da Micareta de Feira de Santana 2017, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 142 atendimentos, sendo quinze suturas e sete transferências. Os números de atendimentos registram uma queda de até 30% – se comparado ao ano passado [2016] – quando foram registrados entre a noite de quarta e quinta-feira 204 entradas.
Por outro lado, as suturas foram de até 200% a mais do que em 2016 com o registro de apenas cinco procedimentos; no mesmo ritmo crescente o número de transferências em até 25% somente no primeiro dia, enquanto ano passado foram apenas quatro.
Para prestar assistência aos foliões durante os 4 dias de festa, a SMS possui estrutura toda equipada no Circuito Maneca Ferreira. A Unidade de Pronto Atendimento possui 14 leitos, 4 poltronas hospitalares, sala de reanimação e, ainda, departamentos que abrigam as equipes do Cerest, Vigilância Sanitária, DST/aids, hepatite e sífilis com testes rápidos, e central de digitação.
A coordenadora geral da unidade, Marydalva Leão, informa que “toda a estrutura foi montada para atender a demanda de foliões e prestar atendimento eficaz”.
“Aqui nós temos profissionais médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bucomaxilofacial, entre outros oferecendo todo suporte necessário, explica Leão.
Ao todo são oito ambulâncias prestando assistência à unidade e duas ambulâncias modelo semi UTI, quatro do Samu e outras duas convencionais que ficam distribuídas ao longo do circuito.
CEREST analisa condições de trabalho durante a Micareta 2017
Para garantir a segurança do trabalhador durante os quatro dias de festa, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) tem atuado por todo Circuito Maneca Ferreira com a tarefa de analisar as condições dos trabalhadores de blocos, camarotes, barraqueiros e ambulantes.
A presença de trabalho infantil, idosos e gestantes também são alvos de fiscalização. Cordeiros, por exemplo, são observados quanto ao cumprimento das normas de segurança e direitos como a alimentação durante o percurso e o uso de sapato fechado.
Verena Leal, coordenadora do Cerest, observa que “este ano foi atípico, pois o Cerest conseguiu maior proximidade junto aos barraqueiros e, também, no interior de camarotes”. Segundo Leal, o número de blocos é um pouco menor do que o ano passado.
“Há também uma diminuição dos riscos, e ainda não encontramos nesta Micareta crianças e gestantes trabalhando; outras irregularidades estão presentes, como a presença de idosos”, pontua.
A coordenadora informa que em caso de não haver reversão do problema inspecionado, uma notificação é feita e, após término da Micareta, é encaminhado relatório específico para o Ministério de Trabalho a fim de realizar as possíveis intervenções.
Desde 2009, o Cerest trabalha no evento, época em que as condições de trabalho ainda tinham muitas falhas.
“Era comum cordeiros de sandálias, sem luvas, o que acarretava em mãos e pés cortados durante o percurso. Eles não recebiam alimentação, trabalhavam duas a três vezes em blocos diferentes e passavam mal durante percurso. O trabalho infantil também era constante. De lá para cá, conseguimos fazer um trabalho sólido e eliminar muitos desses riscos”, informa a coordenadora.
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