Para advogados, juiz Sérgio Moro faz cena política com depoimento do ex-presidente Lula; violação de direitos civis caracterizam condução do processo

Para defensores do ex-presidente, está sendo utilizado um procedimento jurídico para fins de perseguição política.
Para defensores do ex-presidente, está sendo utilizado um procedimento jurídico para fins de perseguição política.

Para os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, na tarde desta quarta-feira (10/05/2017), deixou claro a sua inocência, assim como a natureza política da ação judicial.

“O depoimento prestado hoje pelo ex-presidente Lula mostrou duas coisas: primeiro, deixou clara a sua inocência, e deixou clara a natureza política desse processo. É o ato de que está sendo utilizado um procedimento jurídico para fins de perseguição política”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martin.

De acordo com o advogado José Roberto Batochio, o balanço que se pode fazer dessa colheita é absolutamente zero. “Prova de inocência concreta e prova de incriminação nenhuma.”

“A prova é nula, absolutamente inexistente. Zero. Não se encontra no comportamento do ex-presidente Lula qualquer fato que possa ser conceituado como delito, como delituoso”, completou.

Os defensores deixaram claro que Lula foi enfático, direto e respondeu a todas as perguntas relativas ao objeto da ação, que abarca três contratos da construtora OAS com a Petrobras, o armazenamento do acervo presidencial de Lula e a propriedade do Triplex no Guarujá.

É exemplo claro de que estava ali acontecendo era absolutamente ilegítimo. Era uma situação claramente buscando fazer dali uma cena política. Mostra que, na verdade, o que estava em discussão não é um triplex no Guarujá, é a instituição Presidência da República e o governo que o ex-presidente Lula fez depois de ter sido democraticamente eleito para essa finalidade

Mesmo com o objeto do processo determinado pelo próprio Moro, o juiz de Curitiba fez perguntas que fugiam ao tema da ação judicial, chegando a perguntar a opinião de Lula sobre um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), ou até sobre políticas públicas que foram realizadas no seu governo.

“É evidente que não cabia ao ex-presidente Lula, hoje, ao prestar um depoimento sobre uma ação que tem o seu tema circunscrito pelo próprio juiz, é evidente que ele jamais poderia ter sido perguntado nessa alinha, de dar uma opinião”, afirmou Cristiano Zanin.

Para ele, essas perguntas “estranhas ao processo” comprovam a natureza política e a perseguição ao ex-presidente Lula.

“É exemplo claro de que estava ali acontecendo era absolutamente ilegítimo. Era uma situação claramente buscando fazer dali uma cena política. Mostra que, na verdade, o que estava em discussão não é um triplex no Guarujá, é a instituição Presidência da República e o governo que o ex-presidente Lula fez depois de ter sido democraticamente eleito para essa finalidade”.

E completou: “O que ficou claro é que Lula é inocente, sua inocência está claramente demonstrada e buscou-se fazer uma cena sem qualquer relação com o processo judicial, mas sim uma cena de uma perseguição política”.

Segundo Zanin, o que está ocorrendo hoje no Brasil em relação ao ex-presidente Lula é Lawfare, o que colocar em risco o estado democrático de direito e a própria democracia.

A advogada Valeska Zanin Martins acrescentou que não existem provas contra Lula e enfatizou que a defesa do ex-presidente não teve acesso aos documentos da Petrobras.

“Precisamos ter o mesmo acesso, a mesma igualdade de condições que a acusação está tendo e isto está sendo negado à defesa”.

Atuação do juiz Sérgio Moro evidência que os fundamentos do Poder Judiciário foram corrompidos

Elementos básicos de direitos humano, como presunção da inocência, neutralidade do juízo e respeito à função da defesa, foram colocados, mais uma vez, de lado pelo juiz Sérgio Moro, durante depoimento prestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido nesta quarta-feira (10/05/2017), avaliam juristas.

Em diversos episódios do depoimento do ex-presidente, o juiz Sérgio Moro divagou sobre questões não concernentes à denuncia, inclusive perquirindo sobre temas de estrita responsabilidade de terceiros, observam juristas.

Confira vídeo 


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