Ex-deputado Eduardo Cunha pede ao STF acesso às investigações da JBS antes de depor à PF

Ex-deputado Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem e evasão de divisa.
Ex-deputado Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem e evasão de divisa.
Ex-deputado Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem e evasão de divisa.
Ex-deputado Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem e evasão de divisa.

A defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha pediu na terça-feira (13/06/2017) ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às investigações da JBS antes de prestar depoimento à Polícia Federal. Cunha deve ser interrogado pela PF hoje (14), na sede da corporação em Curitiba, onde está preso por determinação do juiz federal Sérgio Moro.

Em petição enviada ao ministro Edson Fachin, responsável pela investigação, os advogados de Cunha afirmam que precisam ter acesso a todo o material das investigações antes do depoimento.

“Considerando a existência de elementos de investigação que não são de pleno conhecimento do investigado, nomeadamente gravações de áudios ambientais e ligações telefônicas, requer-se seja deferido o acesso a todo este material e a qualquer outro dado investigatório não contido nos autos eletrônicos deste inquérito policial, com pelo menos 48 horas de antecedência de sua oitiva”, pediu a defesa.

Cunha foi citado nos depoimentos de delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa. No mês passado, os advogados do ex-parlamentar pediu a anulação do acordo de delação da JBS. No recurso apresentado ao Supremo, os advogados de Cunha alegam que não há provas sobre o suposto pagamento mensal ao ex-deputado para comprar seu silêncio, conforme um dos depoimentos da delação da JBS.

A defesa também criticou os benefícios concedidos pelo Ministério Público Federal (MPF) aos delatores ligados à empresa, como dispensa de prisão e permissão para morar nos Estados Unidos. “Não tem a menor razoabilidade, tampouco proporcionalidade, esse grupo de delatores se beneficiar com tamanha generosidade, ante a quantidade e complexidade dos supostos crimes apresentados”, argumenta a defesa.


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