Negociação avança no MPT da Bahia e nova rodada é marcada entre vigilantes e empresas

Reunião entre representantes do MPT, classe patronal e sindicato dos vigilantes da Bahia.
Reunião entre representantes do MPT, classe patronal e sindicato dos vigilantes da Bahia.

Empresas de vigilância e trabalhadores do setor em Salvador, região metropolitana e Itabuna avançaram bastante nas negociações para a construção de um acordo coletivo de trabalho na reunião desta manhã (06/06/2017) na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), no Corredor da Vitória. Apesar de não ter saído um acordo, as propostas patronal e dos empregados se aproximaram e diversos pontos que travavam um possível acordo foram solucionados. A pedido dos empregadores, uma nova reunião foi agendada para amanhã (07/06), às 14h, também na sede do MPT.

A intenção dos donos de empresas representados por seu sindicato patronal é avaliar internamente os impactos econômicos e jurídicos das propostas que foram postas na mesa durante a reunião desta terça. Para o procurador do trabalho Luís Carneiro, que coordenou a mediação ao lado da procuradora Larissa Leal Amorim e do procurador regional Messias Bulcão, “é necessário que os dois lados agora avaliem o que podem ceder, em que pontos é possível abrir mão para que seja efetivamente possível sair da reunião dessa quarta com um acordo costurado”.

A questão da possibilidade de realização de horas extras para os vigilantes que trabalham em regime de 12 horas por 36 de descanso foi superada. E o patronato chegou a propor formalmente a mudança do regime de trabalho para jornadas diárias de oito horas e 44 horas semanais, o que permitiria a realização de até duas horas extras por dia. Essa mudança, se fechado o acordo, valeria para os novos contratos, respeitando-se a jornada prevista nos contratos já existentes, mas com a obrigação de migrar para o novo regime de trabalho em no máximo cinco anos.

A proposta que os trabalhadores vinham apresentando era de 7% de reajuste salarial, com o mesmo percentual sendo aplicado para as demais cláusulas econômicas. Esse índice chegou a ser reduzido depois que os empregadores trouxeram a contraproposta inicial de 3% de reajuste, que avançou para 3,64%. Com isso, os vigilantes reduziram o ´´incide pedido para 6,4%. Após uma série de discussões acerca da possibilidade de não retroagir o reajuste à data-base, que é janeiro, e as ponderações quanto à tendência de se buscar um índice próximo dos 5,44% do INPC no período, o patronato pediu para avaliar os impactos das propostas em assembleia interna e uma nova rodada foi agendada para amanhã.


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