Discutidos problemas ambientais e de saúde no seminário Repensar Feira de Santana

Repensar Feira.
Repensar Feira.
Repensar Feira.
Repensar Feira.

Ameaças ao meio ambiente e à saúde da população feirense foram discutidos na mesa redonda “Saúde e Meio Ambiente” realizada hoje (05/07/2017) pela manhã no auditório 3, no módulo 4, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). O evento, organizado pela própria Uefs, integra o seminário “Repensar Feira”, que tem o objetivo de discutir questões relacionadas à vida da cidade e propõe a criação do Observatório da Cidade, que pretende sistematizar conhecimentos e apontar alternativas para o desenvolvimento de Feira de Santana.

A professora Edna Araújo (UEFS) apresentou alguns resultados de pesquisas que foram realizadas no Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde (NUDES) ao longo dos últimos anos. Entre os trabalhos, destacam-se resultados obtidos em relação à doença falciforme e ao perfil epidemiológico de quilombolas residentes nas comunidades da Matinha e da Lagoa Grande. Outros trabalhos referem-se a homicídios e tráfico de drogas em Feira de Santana.

“Lançamos livros e publicamos artigos acadêmicos em revistas especializadas, além de apresentar trabalhos em congressos”, apontou Edna Araújo, sobre os desdobramentos das pesquisas. Outros resultados apontados foram o apoio à criação da Associação Feirense de Pessoas com Doença Falciforme e a inclusão de jovens de bairros com elevados índices de violência em iniciativas como o desenvolvimento de tecnologias sociais e de promoção da cultura da paz.

Os desafios colocados para o controle do mosquito aedes aegypti foram discutidos pela professora Erenilde Marques de Cerqueira (UEFS), que ressaltou o fato do inseto ser transmissor de doenças, como quatro tipos de dengue, além de zika, chikungunya e febre amarela. “É preciso articulação com os demais setores da sociedade para conseguir erradicar o mosquito. Não é só uma questão de saúde, mas também de meio ambiente e de serviços públicos” advertiu.

No município a dengue é endêmica, apontou Erenilde de Cerqueira. Ela lembrou que um dos primeiros casos de chikingunya registrados no Brasil foi em Feira de Santana e ressaltou as dificuldades enfrentadas por quem teve a doença, inclusive para a locomoção. “É uma doença grave porque as pessoas sentem dores terríveis”, afirmou, apontando a necessidade de capacitar os agentes de endemias, investir em tecnologia e pesquisa e envolver a população.

Já a professora Taíse de Jesus (UEFS) apresentou um diagnóstico sobre os problemas enfrentados pelas lagoas de Feira de Santana. Ela destacou o monitoramento das águas da lagoa Salgada, que registrou elevada concentração de metais pesados, acima do nível admitido pela legislação. Uma descoberta da pesquisa é que a nascente da lagoa Salgada fica nas imediações da rua Pedro Suzart, no bairro Irmã Dulce.

Sobre as outras lagoas remanescentes, Taíse de Jesus apontou problemas como a extração de argila pelas olarias, os esgotos domésticos, a construção de estradas – como a própria BR 324, que dividiu a lagoa Salgada ao meio -, e a expansão urbana que, nos últimos anos, favoreceu a construção de condomínios e loteamentos próximos das áreas de preservação. Ela destacou um estudo que, em 2005, indicava restar apenas 60 das 120 lagoas que inicialmente haviam sido mapeadas em Feira de Santana.


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