
Em vídeo — encaminhada nesta terça-feira (01/08/2017) ao Jornal Grande Bahia — o governador Rui Costa (PT) comenta sobre a posição que parlamentares da base devem assumir durante votação da autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) dê prosseguimento a ação criminal interposta pela Procuradoria-Geral da República, contra o presidente Michel Temer (PMDB/SP), por suposto crime de corrupção passiva cometido no exercício da presidência, em conluio com executivos do Grupo J&F.
Ao comentar sobre a situação, Rui Costa relembrou que o mandato popular da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT/RS) foi usurpado, e que, na sequência, um quadro recessivo, com aumento do desemprego e retirada de direitos trabalhistas foi protagonizado. O usurpador Michel Temer e os aliados, a exemplo de ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador; e Antonio Imbassahy (PSDB), Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil são protagonistas destas violações.
Neste cenário, o governador Rui Costa reafirmou que a saída para a crise política e econômica instalada no país é a convocação de eleições antecipadas.
— Só as eleições diretas podem trazer confiança de volta ao povo brasileiro. Só eleições diretas podem trazer a confiança e o respeito do mundo inteiro para o Brasil. Portanto, acho que neste momento, nós não podemos ter apegos à cargos. Portanto, já disse e vou reafirmar, topo colocar o meu cargo à disposição, para que nós possamos antecipar as eleições no Brasil e deixar que o povo brasileiro decida quem será o presidente da República, e não o Congresso Nacional. Acho que [o Congresso Nacional] não tem legitimidade para fazer esta escolha. — Declarou Rui Costa.
Sufrágio somo alternativa
A posição do governador, segundo parlamentares, é de que a base se abstenha de votar durante a análise do processo criminal contra Michel Temer. Na prática, a orientação favorece o presidente da República, mas, na análise de Rui Costa, evita-se um cenário ainda mais crítico de incertezas, cuja única superação possível é através do sufrágio que legitima o governante, restabelecendo a soberania do povo.
Prosseguimento da ação
Para que o STF dê continuidade à ação criminal, é preciso que a Câmara dos Deputados autorize com pelo menos 342 votos em plenário, o que representa dois terços dos 513 parlamentares.
Confira o vídeo
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