Deputado Jorge Solla diz que dinheiro atribuído a Geddel Vieira Lima, encontrado em malas e caixas, era para financiar campanha de ACM Neto

Polícia Federal apreende malas e caixas com dinheiro. Recurso financeiro estava oculto em imóvel localizado no Bairro da Graça, em Salvador. A PF supõe que os recursos são provenientes dos R$ 20 milhões desviados pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, no âmbito do Caso Lava Jato.
Polícia Federal apreende malas e caixas com dinheiro. Recurso financeiro estava oculto em imóvel localizado no Bairro da Graça, em Salvador. A PF supõe que os recursos são provenientes dos R$ 20 milhões desviados pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, no âmbito do Caso Lava Jato.

Em pronunciamento na Câmara de Deputados nesta terça-feira (05/09/2017), o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) criticou a conivência do prefeito ACM Neto (DEM) com o seu aliado Geddel Vieira Lima (PMDB), que teve malas e caixas de dinheiro apreendidas pela Polícia Federal (PF) nesta manhã.

“Quem sabe quanto desse dinheiro não era para fazer campanha ano que vem pra tentar fazer ACM Neto governador? Mas o dinheiro sumiu ACM Neto, sumiu Geddel, não vai ter financiamento empresarial para vocês ano que vem, vai ter é cadeia. Espero que, pela primeira vez, a justiça seja feita”, disse Solla.

O deputado destacou, em seu discurso, que mesmo com as graves provas contra Geddel, ACM Neto não só mantém a aliança política, como premiará o aliado com a Prefeitura de Salvador em 2018, quando provavelmente sairá candidato a governador do Estado e deixará o vice, Bruno Reis (PMDB), comandado a capital baiana por dois anos.

“O prefeitinho de Salvador, o vice dele é de Geddel. Ele quer sair candidato a governador e largar a prefeitura conduzida por um comparsa de Geddel. Grampinho está cada dia mais envolvido com este governo corrupto e seus aliados completamente escancarados na corrupção. As malas de dinheiro de Geddel fazem parte do esquema que tirou uma presidente honesta e colocou esse presidente corrupto”, completou.

Em caça ao ‘Tesouro Perdido’ do Caso Lava Jato, Polícia Federal encontra dinheiro em malas e caixas 

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (05/09/2017) a Operação Tesouro Perdido, 3ª fase da Operação Cuí Bono?, referente a investigação federal do Caso Lava Jato. A ação objetivou cumprir mandado de busca e apreensão emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Após investigações decorrentes de dados coletados nas últimas fases da Operação Cui Bono, a PF chegou a um endereço em Salvador, que seria, supostamente, utilizado pela ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), como “bunker” para armazenagem de dinheiro em espécie.


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