Ex-presidente Lula recorre na segunda instância contra pedido de prisão; juiz Sérgio Moro agiu como acusador e jamais teve intensão de apurar a verdade dos fatos, diz defesa

Juiz Sérgio Moro agiu como acusador e jamais buscou a verdade dos fatos, afirma defesa do ex-presidente Lula.
Juiz Sérgio Moro agiu como acusador e jamais buscou a verdade dos fatos, afirma defesa do ex-presidente Lula.
Juiz Sérgio Moro agiu como acusador e jamais buscou a verdade dos fatos, afirma defesa do ex-presidente Lula.
Juiz Sérgio Moro agiu como acusador e jamais buscou a verdade dos fatos, afirma defesa do ex-presidente Lula.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, na noite de segunda-feira (11/09/2017), no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), um pedido de recurso contra a sentença do juiz federal Sérgio Moro no caso do tríplex do Condomínio Solaris, localizado no município de Guarujá (SP). Lula foi condenado, em julho de 2017, a nove anos e seis meses de prisão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

No documento de 490 páginas, os 12 advogados de defesa do petista argumentam que um conjunto de equívocos justifica a nulidade ou a reversão da condenação e que Lula deve poder depor novamente.

“O pedido foi baseado na demonstração de que o juiz de primeiro grau jamais teve interesse em apurar a realidade dos fatos e atuou como verdadeiro acusador: enquanto o MPF [Ministério Público Federal] fez 138 perguntas a Lula durante o seu interrogatório, o juiz formulou 347 questões ao ex-presidente, a maior parte delas sem qualquer relação com o processo”, escreveu a defesa em nota.

A equipe de advogados sustenta que a análise de Moro foi “parcial e facciosa” e “descoberta de qualquer elemento probatório idôneo”. O magistrado teria falhado ao estabelecer a pena com base apenas na “narrativa isolada” do ex-presidente da construtora OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, sobre “um fantasioso caixa geral de propinas” e a suposta aquisição e reforma do imóvel.

Além da condução coercitiva de Lula, que teria sido caracterizada por violações a requisitos legais, a defesa menciona ainda que telefones de seu próprio escritório teriam sido grampeados. O ex-presidente também teria sido impedido de ter acesso à documentação do inquérito. A defesa alega que não teve um prazo semelhante ao concedido ao MPF para examinar as 16 mil páginas que constituem a denúncia.


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