
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu nesta segunda-feira (02/10/2017) a autoria do ataque realizado durante um festival de música country em Las Vegas (EUA) que deixou mais de 50 mortos e 400 feridos. Em um comunicado da agência de notícias Amaq, do EI, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o grupo afirma que o autor do atentado é “um soldado do Estado Islâmico”. A informação é da agência EFE.
O ataque foi realizado, segundo a Amaq, como resposta às ações da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
Segundo a Amaq, em outro comunicado publicado logo após a reivindicação do ataque, o suposto autor do massacre, identificado como Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos e que se suicidou após cometer o massacre, “se converteu ao Islã há vários meses”.
Paddock abriu fogo contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistiam a um show a partir de um quarto onde se hospedou, no 32° andar do hotel Mandala Bay, em Las Vegas. No momento do ataque acontecia o festival de música country ao ar livre “Route 91 Harvest Festival”.
Um porta-voz da polícia explicou em coletiva de imprensa que o agressor estava hospedado no hotel desde 28 de setembro. Ainda são desconhecidas as causas pelas quais Paddock decidiu disparar contra o público, segundo informou a polícia local.
Ataque em Las Vegas já supera o de Orlando, ocorrido em 2016
O ataque a tiros na noite de domingo (01/10/2017) em Las Vegas já supera o de Orlando, na Flórida, no ano passado, quando morreram 49 pessoas. É o pior ataque feito por um atirador na história dos Estados Unidos. A última atualização é de 58 mortes confirmadas e 515 feridos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque foi um ato de pura maldade. Ele disse que é um dia de muita tristeza, que todos estão em choque, e que está orando pelos familiares das vítimas. Trump anunciou que visitará Las Vegas na quarta-feira (4).
O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, mas a polícia local e o FBI não confirmaram a informação. O massacre continua sendo tratado como um crime isolado.
A reação de Donald Trump foi direcionada às famílias das vítimas, mas ele não entrou no tema do controle de armas, uma grande crítica de Democratas como o ex-presidente Barack Obama, que em situações semelhantes vinha a público defender a necessidade de passar no Congresso uma legislação em prol de mudanças por mais controle na venda de armas.
Até a ex-secretária de Estado e ex-candidata à Presidência da República Hillary Clinton entrou na discussão, e disse que a NRA – a associação nacional de rifles – doou para a campanha de Donald Trump, nas eleições de 2016, cerca de US$ 36 milhões, a maior doação para financiamento eleitoral da entidade na história do país.
No Congresso americano, a NRA tem uma influência poderosa, especialmente na bancada republicana, que agora é maioria.







