Relatório do Banco Mundial destaca progresso social e econômico do Brasil alcançados durante os governos Lula e Rousseff; entre 2003 e 2013, 26 milhões de pessoas saíram da pobreza

Banco Mundial (BM) destaca progresso social e econômico do Brasil alcançados durante os governos Lula e Rousseff; entre 2003 e 2013, 26 milhões de pessoas saíram da pobreza.
Banco Mundial (BM) destaca progresso social e econômico do Brasil alcançados durante os governos Lula e Rousseff; entre 2003 e 2013, 26 milhões de pessoas saíram da pobreza.

Abordando o tema ‘Brasil: Panorama’, o Banco Mundial (BM) destacou, nesta terça-feira (21/11/2017), na página que mantém na internet, que entre 2003 e 2013, período correspondente aos governos petistas de Lula e Rousseff, “o Brasil viveu uma década de progresso econômico e social em que mais de 26 milhões de pessoas saíram da pobreza”. Na sequência, inferiu que “o aumento da produtividade e da competitividade é o principal desafio para o país no médio prazo”.

Dentre os subtemas abordados pelo Banco Mundial, estão a queda da desigualdade social, desenvolvimento, crise econômica e programas de inclusão social. Conforme observa-se a seguir:

Queda da desigualdade

— Entre 2003 e 2014, o Brasil viveu uma fase de progresso econômico e social em que mais de 29 milhões de pessoas saíram da pobreza e a desigualdade diminuiu expressivamente (o coeficiente de Gini caiu 6,6% no mesmo período, de 58,1 para 51,5). O nível de renda dos 40% mais pobres da população aumentou, em média, 7,1% (em termos reais) entre 2003 e 2014, em comparação ao crescimento de renda de 4,4% observado na população geral.

Desenvolvimento e crise

— O Brasil vem passando por intensa recessão. A taxa de crescimento do país vem desacelerando desde o início da década, de uma média de crescimento anual de 4,5% (entre 2006 e 2010) para 2,1% (entre 2011 e 2014). O PIB sofreu uma contração de 3,8% em 2015 e deverá cair pelo menos mais 3% em 2016. A crise econômica foi resultado da queda dos preços das commodities e da incapacidade de realizarem-se os ajustes políticos necessários e – juntamente com a crise política enfrentada pelo país – contribuiu para minar a confiança dos consumidores e investidores.

Programas de inclusão social

— O Programa Bolsa Família vem recebendo apoio técnico e financeiro do Banco Mundial desde o seu início, em 2003. O programa contribuiu diretamente para redução da pobreza e para a melhoria dos indicadores de saúde e educação, atuando como uma plataforma importante também para outros programas sociais.

— Os programas do Banco Mundial na agricultura prestam assistência com o intuito de melhorar as oportunidades e os meios de vida dos agricultores familiares. Projetos inovadores capacitam as comunidades locais nas regiões pobres do Nordeste e em outras partes do país para investirem em tecnologias mais atuais, formarem associações de produtores e oferecerem seus produtos no mercado.

Relatório 

— O relatório ‘Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil’ objetiva apresentar análise aprofundada dos gastos do governo, identificar alternativas para reduzir o déficit fiscal a um nível sustentável e ao mesmo tempo, consolidar os ganhos em áreas normais anteriores. O principal afirmação da análise é que alguns programas governamentais beneficiam os ricos mais do que os pobres, além de não atingir a solução eficaz dos objetivos. Consequentemente, seria possível economizar parte do orçamento sem preconceitos ou acesso a serviços de serviços públicos, beneficiando os estratos mais pobres da população. Uma análise e uma revisão nas melhores práticas internacionais e na revisão da eficiência dos gastos deve ocorrer entre como diferentes entidades e programas governamentais.

Regressão

Observa-se que a pauta regressiva do governo usurpador de Michel Temer (PMDB/SP) atua intensamente na reversão dos ganhos sociais e econômicos do país, alcançados durante os governos petistas de Lula e Rousseff. Neste aspecto, o Banco Mundial — ao lançar, nesta terça-feira (21) o relatório ‘Um Ajuste Justo’ — alerta que “é necessário conter o gasto público, reduzir despesas de forma gradual, sem prejudicar a qualidade dos serviços prestados aos mais pobres”.

Infere-se que o ‘Governo do Golpe Parlamentar de 2016’, representando no presidente da Michel Temer, é caracterizado pela violação dos interesses sociais dos setores menos favorecidos da população brasileira. Neste aspecto, a gestão de Temer representa síntese perfeita de um governo liberal, que liquida o patrimônio da nação, destrói programa que objetivam superar a desigualdade social, mantém privilégios de agentes políticos do Estado, transferindo riqueza do país aos rentistas, ampliando os ganhos dos banqueiros e capitalistas internacionais, promovendo a entrega de capital monopolista, tendo como consequência a manutenção de significativos setores da população em estado de fragilidade social.

Em síntese, diferente do que defende o Banco Mundial, o Governo Temer retira diretos sociais e mantém privilégios das classes mais favorecidas do país.

Baixe

Relatório do Banco Mundial ‘Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil’


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