Gal Costa encanta público no Natal Encantado de Feira de Santana

A cantora Gal Costa não foge ao lugar comum: os anos passaram – a sua estreia aconteceu há mais de 50 anos, mas a voz poderosa continua a mesma. Foi o que milhares de pessoas viram e aplaudiram na noite de segunda-feira (18/12/2017), na Praça Padre Ovídio, na segunda noite do Natal Encantado de Feira de Santana.

As suas interpretações são autorais. Únicas. Estava à vontade no grande palco dividido apenas com o violonista e guitarrista Guilherme Monteiro, no show ‘Espelho d’água’. Em certo momento revelou que montou um setlist adequado para apresentação numa praça. Mas, nas entrelinhas, mostrou-se enganada.

“Estamos numa praça pública, mas é como se estivesse em um teatro”

“Estamos numa praça pública, mas é como se estivesse em um teatro”, afirmou, para delírio da plateia, depois de algumas frases protocolares. O comportamento dos presentes, a atenção, o respeito, e a capacidade para eventos musicais, disse, “é uma grandeza nossa”. E foram muitos os grandes sucessos revisitados pela cantora, musa da tropicália.

A interação com o público foi quase que imediata. A partir da quinta música, ‘Folhetim’, cantora e espectadores começaram a falar a mesma língua musical – as três primeiras não eram conhecidas pela plateia. E foi assim, chamando os presentes para cantar com ela, até o final. Em alguns momentos parecia que regia a multidão, em grande coro.

Gal Costa cantou algumas canções emblemáticas da sua carreira, das décadas de 70, 80 e 90. “São seguidas pelos jovens que se voltam às décadas passadas”. São pessoas que nem sempre a vê nos palcos. Cantou ‘Vaca profana’, ‘Negro amor’ – versão de uma música de Bob Dylan, ‘Tigresa’, ‘Baby’, ‘Trem das onze’ – num improviso.

‘Meu nome é Gal’, quando “conversa” com a guitarra e mostra todo o seu potencial vocal, ‘Dia de domingo’ e ‘Gabriela’, foram três músicas de presente ao público, no bis.


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