Pianista traficante vira refém em rebelião de presídio no espetáculo ‘Cárcere’; apresentação ocorre no Teatro Vila Velha, em Salvador

Cena do espetáculo 'Cárcere'.
Cena do espetáculo 'Cárcere'.
Cena do 'espetáculo Cárcere'.
Cena do espetáculo ‘Cárcere’.

Apresentada em 10 países nos últimos oito anos, a montagem se baseia em vivências reais, já foi apresentada em presídios e também é uma grande metáfora para pensar a liberdade e os diversos aprisionamentos da vida

Diante da dificuldade de se sustentar com a música, um pianista presidiário – interpretado pelo ator, diretor e escritor Vinícius Piedade – aceita o convite de um amigo que lhe oferece um bico no tráfico de drogas, aproveitando o fato de ele ter contato com tanta gente nos tantos bares onde toca piano.

Na prisão, ele tenta negociar com a direção do presídio a entrada do seu instrumento para ensinar outros presos a tocar, quando líderes de facções criminosas acham que essas conversas são caguetagem, o jurando de morte.

A direção da cadeia, em uma tentativa precária de protegê-lo, o  coloca na Ala dos Seguros, junto a outros presos que correm risco de vida. O problema é que quando há rebelião na cadeia, quem é candidato natural a refém é justamente quem está́ nessa ala. Em “Cárcere”, o pianista, apelidado Ovo, está em uma semana decisiva de sua vida, entre a segunda-feira, quando descobre que será refém, e o domingo, quando estoura a rebelião.  “Na beira do vulcão prestes a entrar em erupção, na linha do trem que está vindo, na mira da bala com a arma já́ engatilhada”, como expressa o ator no palco, em contato direto e indireto com o público. A peça aporta em Salvador no dia 14 de dezembro de 2017, às 20h, na sala principal do Teatro Vila Velha. Ingressos: R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Com autoria de Vinícius Piedade e do dramaturgo e escritor capixaba Saulo Ribeiro, o texto chama a atenção para temas como a precarização das prisões e a ineficácia na ressocialização dos ex-presidiários, o monólogo propõe uma visão humanizada para a atual crise no sistema carcerário brasileiro. Além disso, a narrativa de Cárcere é um convite para o público refletir a respeito das liberdades e prisões que nos rodeiam.

“Meu diário é uma metáfora para casamentos aprisionantes, relações encarceradas, trabalhos acorrentadores, mentes algemadas, vidas encarceradas mesmo que em liberdade”, afirma o protagonista em cena.

Agenda

Local: Teatro Vila Velha

Endereço: Passeio Público, S/N, Campo Grande – Salvador – BA

Dias: 14/12/2017 | Horário: 20h


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