A ditadura do capital financeiro: fortuna dos seis brasileiros mais ricos equivale a dos 50% mais pobres | Por Sérgio Jones

Jorge Paulo Lemann foi classificado como a 19ª pessoa mais rica do mundo pela Forbes, com um patrimônio estimado de 38,7 bilhões de dólares em 2016. É o homem mais rico do Brasil e o segundo mais rico da Suíça.5] Em 2017, Lemann continua sendo o homem mais rico do Brasil e a 22ª pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.
Jorge Paulo Lemann foi classificado como a 19ª pessoa mais rica do mundo pela Forbes, com um patrimônio estimado de 38,7 bilhões de dólares em 2016. É o homem mais rico do Brasil e o segundo mais rico da Suíça.5] Em 2017, Lemann continua sendo o homem mais rico do Brasil e a 22ª pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.
Jorge Paulo Lemann foi classificado como a 19ª pessoa mais rica do mundo pela Forbes, com um patrimônio estimado de 38,7 bilhões de dólares em 2016. É o homem mais rico do Brasil e o segundo mais rico da Suíça.5] Em 2017, Lemann continua sendo o homem mais rico do Brasil e a 22ª pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.
Jorge Paulo Lemann foi classificado como a 19ª pessoa mais rica do mundo pela Forbes, com um patrimônio estimado de 38,7 bilhões de dólares em 2016. É o homem mais rico do Brasil e o segundo mais rico da Suíça.5] Em 2017, Lemann continua sendo o homem mais rico do Brasil e a 22ª pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.

As urdiduras do capital financeiro no Brasil que poderia ser traduzida como a “modernidade”  deixa como saldo uma gigantesca acumulação especulativa forjada desde os anos 80 tendo como o principal artífice de toda esta trama sórdida  as oligarquias regionais mais atrasadas em engendramento estratégico de captura do Estado, centrado nos poderes Executivo, Legislativo, grande capital financeiro e empresarial.

De acordo com os especialistas da área econômica, estes segmentos são responsáveis por manterem um dos mais perversos e atrasados sistemas triburtários do mundo. Basta identificar a constatação de que apenas 1% mais ricos são mais ricos que seus pares em vários países centrais. A renda dos 5% mais ricos equivale a dos 95% restantes; 1% mais ricos concentram perto de 25% da renda; 0,1% mais ricos concentraram 11% da renda em 2001, 16% em 2007 e 14% nos últimos anos, fortemente favorecidos pela especulação financeira.

Como se não fosse aberrante tal disparidade econômica existente, a riqueza dos seis brasileiros mais ricos equivale a dos 50% mais pobres. Outro dado tenebroso é que ocupamos o nada honroso 4º lugar no mundo em volume de depósitos em paraísos fiscais, e disponibilizamos mais da metade do nosso orçamento geral da União para os serviços de dívida pública considerada como impagável e nunca auditada. Desvinculamos 30% de nossas contribuições sociais da previdência social, saúde e assistência social, para o sorvedouro da austeridade definida pelo 1% mais ricos, visando o equilíbrio fiscal exclusivamente com gastos não financeiros. Enquanto permanecemos campeões em sonegação fiscal e renúncias fiscais pesadamente desviadas da produção para a especulação.

Estes macros gastos públicos, garantem os especialistas, em nenhum momento assumidos pelos intelectuais orgânicos, estrategistas e comunicadores dos 1% mais ricos, como objeto da suposta “austeridade” fiscal, o que somente poderia ocorrer sob uma relação Sociedade-Estado realmente autônoma.

Eles também chamam a atenção para o fato de que este engendramento estratégico se desenvolve sem alardes desde os anos 80 e início dos 90, e já exercendo comprovada hegemonia, enquanto a sociedade estava eufórica com a vitória da Constituição voltada para o bem estar social. Importante sublinhar que toda esta euforia efetivavam-se políticas econômicas com base na financeirização do orçamento público e de políticas sociais com base no sucateamento dos serviços próprios e compra ou subvenção de serviços privados no mercado.

Toda esta equação perversa resultou em sérios danos sociais que tiveram como fatores preponderantes:

  1. a não abertura de amplo debate com a sociedade, com destaque a política econômica e ás políticas públicas de cidadania, assim como da democratização do Estado;
  2. o não compartilhamento e parceria com pesquisas e formulações internacionais e nacionais com vistas a pactuação social por projetos alternativos para se obter o equilíbrio fiscal, vinculados ao desenvolvimento e aos direitos sociais;
  3. a adesão subliminar a triangulação: superfaturamentos por grandes empreiteiras e de bancos privados utilizados no financiamento eleitoral e na consequente fidelização da bancada situacionista majoritária para chancelar políticas econômicas antinacionais e antissociais, corrompendo o orçamento público; e a sistemática recusa de identificar, suspender ou excluir de suas funções, os dirigentes de Estado e de Partidos, comprovadamente participantes ou coniventes com a triangulação e corrupção e outros fatores geradores do período 2016/2018.

*Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista (sergiojones@live.com).


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